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quinta-feira, abril 30, 2026

Petróleo atinge o maior valor desde 2022 com impasse entre EUA e Irã

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O mercado de energia tem se tornado cada vez mais cético quanto à possibilidade de uma resolução rápida para a guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Se há uma semana o prêmio de risco do barril de petróleo vinha se dissolvendo diante da crença de um cessar-fogo, o preço do Brent atingiu nesta quarta-feira o maior patamar desde 2022, quando foi iniciada a guerra na Ucrânia.

Há pouco mais de duas semanas, os Estados Unidos e o Irã haviam anunciado um cessar-fogo, o que fez mercado crer que uma saída diplomática seria viável para o conflito. Isso levou a um alívio no prêmio de risco do barril de petróleo, que rondava o patamar de US$ 90. Esse nível, embora ainda muito elevado se comparado aos US$ 72,48 de antes do conflito, seguia longe das máximas intradiárias de US$ 120 vistas após o início da guerra.

Um impasse nas tratativas, no entanto, fez com que os investidores voltassem a adicionar prêmio de risco na commodity. Essa dinâmica foi agravada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que os americanos irão continuar com o bloqueio naval contra os portos iranianos, medida que pode ser lida como uma tentativa de levá-los de volta à mesa de negociação.

O ceticismo do mercado, somado ao bloqueio do Estreito de Ormuz e o impasse diplomático, levaram o barril de petróleo Brent a encerrar o dia acima de US$ 118 por barril e a encostar em US$ 121 após o fechamento das negociações à vista. Essa foi a oitava sessão consecutiva de valorização da commodity, a maior sequência em quase quatro anos. Desde o início da guerra, acumula alta de 62,8%.

“O bloqueio é um pouco mais eficaz do que os bombardeios. Eles estão sufocando como um porco empanturrado. E vai piorar para eles. Eles não podem ter uma arma nuclear”, afirmou Trump ao Axios, sem dar detalhes sobre eventuais ações militares posteriores.

Os estrategistas de commodities do Goldman Sachs agora preveem uma recuperação mais lenta do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, com normalização completa até o final de junho e danos moderados e duradouros à capacidade de produção no Golfo. Segundo eles, caso este cenário se concretize, o preço do Brent teria uma média de US$ 100 em abril e maio, antes de cair para US$ 90 no quarto trimestre de 2026, embora os riscos estejam inclinados para cima.

O Citi também adiou o cenário-base de reabertura do Estreito de Ormuz para o fim de maio, ante fim de abril, e reforçou sua visão altista para os preços do Brent nos próximos três meses, com preço-alvo de US$ 120. “Recomendamos exposição a petróleo no curto prazo, tanto como uma aposta direcional quanto como proteção”, afirma Max Layton, diretor da equipe de commodities.

A falta de esperança de uma resolução rápida também é vista nos contratos futuros de petróleo com vencimentos mais longos. O barril do Brent com entrega para dezembro deste ano encerrou a quarta-feira cotado a US$ 87,71, enquanto o ativo com prazo para junho de 2027 valia US$ 79,47.

“Isso aponta para expectativas crescentes de um choque prolongado na oferta, impulsionado pela infraestrutura danificada no Oriente Médio, menor capacidade de produção e a eventual necessidade de reconstruir as reservas comerciais e estratégicas esgotadas”, disse Ole Hansen, estrategista-chefe de commodities do Saxo Bank.

“O bloqueio é um pouco mais eficaz do que os bombardeios. Eles estão engasgando como um porco recheado. E vai piorar para eles. Eles não podem ter uma arma nuclear”, afirmou Trump ao Axios, sem dar detalhes sobre eventuais ações militares posteriores.

Os estrategistas de commodities do Goldman Sachs agora preveem uma recuperação mais lenta do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, com normalização completa até o final de junho e danos moderados e duradouros à capacidade de produção no Golfo. Segundo eles, caso este cenário se concretize, o preço do Brent teria uma média de US$ 100 em abril e maio, antes de cair para US$ 90 no quarto trimestre de 2026, embora os riscos estejam inclinados para cima.

O Citi também adiou o cenário-base de reabertura do Estreito de Ormuz para o fim de maio, ante fim de abril, e reforçou sua visão altista para os preços do Brent nos próximos três meses, com preço-alvo de US$ 120. “Recomendamos exposição a petróleo no curto prazo, tanto como uma aposta direcional quanto como proteção”, afirma Max Layton, diretor da equipe de commodities.

A falta de esperança de uma resolução rápida também é vista nos contratos futuros de petróleo com vencimentos mais longos. O barril do Brent com entrega para dezembro deste ano encerrou a quarta-feira cotado a US$ 87,71, enquanto o ativo com prazo para junho de 2027 valia US$ 79,47.

“Isso aponta para expectativas crescentes de um choque prolongado na oferta, impulsionado pela infraestrutura danificada no Oriente Médio, menor capacidade de produção e a eventual necessidade de reconstruir as reservas comerciais e estratégicas esgotadas”, disse Ole Hansen, estrategista-chefe de commodities do Saxo Bank.

Barris de petróleo — Foto: Alimurat Üral/Pexels

[Fonte Original]

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