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terça-feira, abril 14, 2026

Acumulação do Bitcoin cresce 3.720% em 18 meses mesmo com queda de 44%

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O ritmo de acumulação de Bitcoin (BTC) disparou nos últimos 18 meses, mesmo em um cenário marcado por forte correção de preços e pressão macroeconômica. Dados recentes indicam que o volume médio mensal de compras saltou de 10 mil BTC para cerca de 372 mil BTC, um avanço de 3.720% no período.

Esse movimento ocorre apesar de o ativo ter registrado uma queda de aproximadamente 44% desde seu topo histórico, evidenciando um comportamento típico de grandes ciclos de mercado: enquanto o preço recua, investidores de longo prazo ampliam posições.

De acordo com Sebastián Serrano, CEO e cofundador da Ripio, o mercado atravessa uma fase de lateralização após atingir máximas históricas em outubro de 2025. Ainda assim, a atividade de compra segue intensa, principalmente entre investidores institucionais e grandes detentores.

Serrano, afirma que o comportamento atual indica uma clara mudança estrutural na dinâmica do mercado. “Estamos em uma clara zona de acumulação, após o topo histórico e uma correção relevante, com a média mensal de compras atingindo níveis recordes”, explica.

Acumulação institucional sustenta mercado

A entrada contínua de capital institucional tem sido um dos principais motores dessa expansão. Empresas públicas, fundos e investidores corporativos vêm aumentando exposição ao ativo, mesmo diante de incertezas macroeconômicas.

Segundo Serrano, esse movimento não se limita a poucos participantes. “Já existem mais de 150 empresas públicas com reservas em Bitcoin, além de governos e investidores individuais ampliando posições”, destaca.

Ele também aponta que grandes players estão aproveitando momentos de preço mais baixo para reforçar suas estratégias. “As whales e os holders de longo prazo continuam ampliando suas posições, mesmo durante a lateralização do mercado”, afirma.

Esse comportamento ajuda a explicar por que o Bitcoin mantém certa resiliência, mesmo com a pressão causada por juros elevados e tensões geopolíticas.

Queda de 44% não interrompe tendência de longo prazo

Apesar da queda expressiva desde o topo, o cenário não afastou investidores estratégicos. Pelo contrário, muitos enxergaram a correção como oportunidade.

Durante o mesmo período em que o Bitcoin recuou, ativos tradicionais como ouro e prata registraram valorização, refletindo um ambiente global mais avesso ao risco. Ainda assim, a acumulação de BTC avançou de forma consistente.

Para Serrano, esse contraste reforça a tese de longo prazo do ativo. “Parte do mercado tratou a recente correção como uma oportunidade de absorção, aumentando exposição enquanto o preço ainda se ajusta”, observa.

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[Fonte Original]

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