Neste sábado (25), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promove em seu clube Mar-a-Lago, na Flórida, um encontro “VIP” exclusivo para os maiores detentores da sua memecoin, a $TRUMP.
O evento inclui um almoço de gala com o presidente e acesso a uma conferência cripto com presenças de peso, desde celebridades como o boxeador Mike Tyson até gigantes do setor, como Paolo Ardoino (CEO da Tether) e Cathie Wood (fundadora da Ark Invest).
Embora Trump tenha realizado um evento semelhante no ano passado, o “preço” da exclusividade mudou drasticamente. Segundo levantamento do Financial Times, se em 2025 eram necessários US$ 3,3 milhões (R$ 16,4 mi) em tokens TRUMP para garantir uma vaga entre os VIPs, hoje o valor caiu para cerca de US$ 539 mil (R$ 2,7 mi).
Apesar de a quantidade de moedas exigida ter recuado apenas 23% (de 250 mil para 191 mil moedas), o fator determinante foi o colapso no preço do ativo. Em janeiro de 2025, a memecoin atingiu seu recorde de US$ 73; hoje, o valor é 96% inferior, na faixa dos US$ 2.
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Curiosamente, no próprio dia do evento, a memecoin registra forte volatilidade, caindo mais de 17% nas últimas 24 horas, atingindo US$ 2,55. Os números indicam um movimento de “venda no fato”: muitos investidores liquidaram suas posições após garantirem o acesso ao evento. Dados do FT confirmam que o volume total de tokens nas contas qualificadas caiu de 17 milhões, no pico, para 9,7 milhões apenas uma semana depois.
Projeto da família Trump sob fogo cruzado
O evento ocorre em meio a um turbulento cenário jurídico para os negócios cripto da família. Na última terça-feira, o bilionário Justin Sun abriu um processo na Califórnia contra a World Liberty Financial, projeto cripto cofundado por Trump e seus filhos.
Sun, que investiu US$ 75 milhões no token WLFI em 2024, alega que o projeto congelou seus ativos de forma arbitrária, retirou seus direitos de voto e o ameaçou com o “burn” (destruição) permanente de suas posses.
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“Não me deram escolha a não ser recorrer aos tribunais”, tuitou Sun, sugerindo que o presidente talvez não saiba das ações da liderança do projeto, a quem chamou de “maus atores”.
A World Liberty, por sua vez, refuta as acusações, alegando que Sun violou termos de investimento ao tentar movimentar tokens bloqueados. A disputa coloca o maior investidor do projeto em rota de colisão direta com a empreitada mais politicamente conectada do setor.