O empreendedorismo feminino atingiu o maior nível segundo dados da pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Sebrae. O número de mulheres à frente de negócios e empreendimentos cresceu 27% nos últimos dez anos.
No ano de 2015, o Brasil contabilizou cerca de 8,2 milhões de empreendedoras, e em dezembro o número chegou a 10,4 milhões, marcando um recorde histórico. Em relação aos homens o crescimento foi menor, com um aumento de 11%, totalizando 19,9 milhões de empreendedores.
Segundo a mentora de finanças Simone Santolin, o avanço reflete não apenas uma mudança econômica, mas também social. “As mulheres estão ocupando espaços estratégicos no empreendedorismo, muitas vezes impulsionadas pela busca de autonomia financeira e flexibilidade. Esse crescimento também mostra uma maior preparação e consciência na gestão dos negócios”, afirma.
O nível de escolaridade entre as mulheres também recebeu uma mudança importante. Entre os anos de 2012 e 2015, houve um crescimento de 18,6% na proporção de mulheres com ensino superior incompleto ou mais, enquanto a porcentagem de ensino fundamental incompleto caiu para 17,3%. As donas dos negócios e empresárias apresentam maior nível de escolaridade, e até mesmo conclusão de cursos superiores.
Para Simone, o cenário é promissor, mas ainda exige atenção a desafios como acesso a crédito e igualdade de oportunidades. “O avanço é inegável, mas é fundamental que essas mulheres tenham suporte para crescer de forma sustentável. Quando há planejamento financeiro e visão de longo prazo, o empreendedorismo feminino não só se fortalece, como também se torna um motor relevante para a economia”, conclui.