Proporção observada foi bem menor do que a indicada por medições anteriores feitas por telescópios espaciais. Segundo os pesquisadores, a mudança ocorreu depois da passagem pelo periélio, momento em que o corpo celeste atinge a menor distância do Sol.
Mudança química após aproximação do Sol
O resultado sugere que a composição do cometa pode ter mudado ao longo de sua trajetória pelo Sistema Solar. Uma das hipóteses é que o interior do núcleo tenha composição diferente da camada externa.
Com o aquecimento provocado pela aproximação do Sol, materiais de regiões mais profundas do cometa podem ter começado a escapar. Assim, foi alterada a mistura de gases observada na coma (nuvem de gás e poeira que envolve o núcleo do cometa).
O estudo foi liderado pelo astrônomo Yoshiharu Shinnaka, do Instituto de Ciências Espaciais Koyama, da Universidade Kyoto Sangyo, no Japão. A equipe utilizou o Telescópio Subaru para analisar linhas específicas de emissão de oxigênio no espectro do cometa.
Essas medições permitem inferir a proporção entre dióxido de carbono e água liberados pelo núcleo do objeto. Mesmo com diferenças entre os modelos usados para interpretar os dados, todos os cenários apontam que o 3I/ATLAS continua relativamente rico em dióxido de carbono quando comparado a muitos cometas do Sistema Solar.