Quem pretende tirar a primeira CNH terá uma nova etapa pela frente a partir de 8 de junho de 2026. Nessa data, candidatos das categorias A, para motos, e B, para carros, passam a apresentar obrigatoriamente o exame toxicológico durante o processo de habilitação.
A medida foi determinada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e faz parte das mudanças previstas na Lei nº 15.153/2025 e na Resolução 1.020 do Contran.
Até então, apenas motoristas profissionais das categorias C, D e E precisavam realizar o teste. Agora, a exigência também alcança quem busca a primeira habilitação.
Exame será exigido antes da avaliação médica
A nova determinação altera a ordem do processo. Antes de realizar o exame médico do Detran, o candidato deverá fazer o teste toxicológico em um laboratório credenciado. Sem essa etapa concluída, o sistema não permitirá o agendamento da avaliação física e mental.
Outro ponto importante envolve o prazo de validade. O resultado do exame vale por apenas três meses. Por isso, quem iniciar o processo deverá ficar atento aos prazos para evitar atrasos nas etapas seguintes.
Enquanto a mudança se aproxima, os departamentos estaduais de trânsito já adaptam seus sistemas para atender à nova exigência.
O que o exame toxicológico identifica
Diferentemente do bafômetro, que detecta o consumo recente de álcool, o exame toxicológico investiga o uso contínuo de substâncias psicoativas durante um período mais longo.
O foco não está no momento da prova. O teste busca identificar um histórico de consumo que possa comprometer a segurança no trânsito.
Entre as substâncias analisadas estão:
- Cocaína e derivados;
- Maconha e compostos relacionados;
- Anfetaminas;
- Metanfetaminas;
- Ecstasy;
- Opioides e opiáceos;
Rebites e estimulantes usados para reduzir o sono.
Caso o resultado seja positivo, o candidato não poderá concluir o processo de habilitação naquele momento. A emissão da CNH ficará suspensa até a apresentação de um novo exame com resultado negativo.
Medicamentos também exigem atenção
Além das drogas ilícitas, alguns medicamentos controlados podem influenciar o resultado da análise.
Remédios que contêm anfetaminas ou opioides merecem atenção especial. Por isso, especialistas orientam os candidatos a informar ao laboratório qualquer tratamento médico realizado com prescrição profissional.
A recomendação ajuda a garantir uma avaliação correta e evita dúvidas durante a interpretação do exame.
Com a nova regra, o governo amplia o controle sobre a formação de novos condutores e acrescenta mais uma etapa obrigatória para quem pretende conquistar a primeira CNH no Brasil.