O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,67% em março, na comparação com o mês anterior, na série com ajuste, conforme divulgou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira. Em fevereiro, o indicador teve alta de 0,87% (dado revisado de 0,60% de aumento).
A mediana das estimativas colhidas pelo Valor Data era de queda de 0,25% no terceiro mês de 2026. O resultado também ficou fora do intervalo das projeções, que iam de queda de 0,55% a crescimento de 0,1%.
No trimestre encerrado em março, a alta foi de 1,3% em relação ao trimestre anterior. Ante o mesmo mês de 2025, por sua vez, houve alta de 3,1%.
Nos 12 meses encerrados em março, o indicador apresentou avanço de 1,8%. Devido às constantes revisões, o indicador acumulado em 12 meses é mais estável do que a medição mensal. No ano, a variação foi de 1,4%.
Por fim, na média móvel trimestral, usada para captar tendências, o IBC-Br teve queda de 0,3% em relação aos três meses encerrados em fevereiro.
O BC também publicou as aberturas setoriais do indicador. O IBC-Br Serviços cedeu 0,8% de fevereiro para março. O IBC-Br Agropecuária recuou 0,2%. O IBC-Br Indústria teve baixa de 0,2% O IBC-Br Impostos caiu 0,2% e o IBC-Br ex-Agropecuária caiu 0,9%.
O IBC-Br tem metodologia de cálculo distinta das contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC, de frequência mensal, permite acompanhamento mais frequente da evolução da atividade econômica, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) de frequência trimestral, descreve um quadro mais abrangente da economia.
Segundo o BC, por conta das diferenças metodológicas, se espera que as diferenças entre o IBC-Br e as contas nacionais do IBGE sejam maiores nas aberturas setoriais do que nos agregados.