A nova troca de ataques entre Irã e Estados Unidos evidencia a fragilidade das negociações por um acordo de paz e impulsiona novamente os preços do petróleo no exterior. Enquanto os investidores acompanham os desdobramentos no Oriente Médio, a agenda de indicadores ganha protagonismo, com a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) americano do primeiro trimestre de 2026 e o índice de preços de gastos com consumo (PCE) de abril, medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que devem calibrar as apostas para a trajetória dos juros no país.
As tensões voltaram ao radar após o Irã retaliar os Estados Unidos com um ataque a uma base aérea americana, depois de militares americanos atingirem o que Washington descreveu como uma operação iraniana de drones próxima ao Estreito de Ormuz.
“Essas ações foram medidas, puramente defensivas e destinadas a manter o cessar-fogo”, disse uma autoridade americana à Reuters, sob condição de anonimato.
Nesse contexto, os contratos futuros do petróleo Brent para julho sobem mais de 2%, embora permaneçam abaixo de US$ 100 por barril. Ao mesmo tempo, os futuros dos índices de Nova York recuam, enquanto os rendimentos dos Treasuries avançam, em um movimento de aversão a risco que também tende a pressionar os ativos locais nesta quinta-feira.
No Brasil, os destaques da agenda de indicadores são os dados do Caged de abril e a taxa de desemprego, em meio à percepção de que o ciclo de afrouxamento monetário deve ser mais curto do que o esperado. Nesse contexto, investidores também devem acompanhar a palestra do diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Nilton David, em evento promovido pelo Banco Pine.
A abertura líquida de vagas com carteira assinada no país deve ter somado 215 mil em abril, segundo a mediana de 21 estimativas de instituições financeiras coletadas pelo Valor Data.
Além de indicadores, o mercado acompanha a Operação Fluxo Oculto, segunda fase da Carbono Oculto. A ação investiga um esquema de fraudes, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, com atuação em quatro estados.