18.5 C
Brasília
quinta-feira, maio 14, 2026

EUA dizem que Xi concorda com desmilitarização em Ormuz

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

Um funcionário da Casa Branca disse à emissora CNN que o ditador da China, Xi Jinping, em encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, concordou nesta quinta-feira (14) com a desmilitarização do Estreito de Ormuz e que não haja cobrança de pedágios na passagem, bloqueada quase totalmente pelo Irã desde o início da guerra contra os americanos e Israel, em 28 de fevereiro.

“Os dois lados concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o livre fluxo de energia”, disse o funcionário.

Xi, acrescentou a fonte, “também deixou clara a oposição da China à militarização do estreito e a qualquer tentativa de cobrar pedágio pelo seu uso, e expressou interesse em comprar mais petróleo americano para reduzir a dependência da China em relação ao estreito no futuro”.

O controle militar e comercial (com cobrança de pedágios) de Ormuz, por onde cerca de 20% do petróleo mundial transitava antes da guerra, é uma exigência do Irã para encerrar o conflito (que desde 7 de abril está em um tenso cessar-fogo), demanda que os EUA consideram inaceitável.

Na semana passada, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, acusou a China de financiar o terrorismo por comprar petróleo do Irã.

“O Irã é o maior patrocinador estatal do terrorismo, e a China compra 90% da energia iraniana, financiando assim o maior patrocinador estatal do terrorismo”, disse Bessent em entrevista à Fox News. Apesar da acusação, o secretário do Tesouro americano pediu na ocasião para que Pequim ajude na reabertura do Estreito de Ormuz.

Após ter chegado à China na noite de quarta-feira (13, horário local), Trump teve uma conversa bilateral com Xi em Pequim e no momento os dois líderes participam de um jantar oficial.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse nas redes sociais que o ditador chinês alertou Trump sobre a questão de Taiwan, que descreveu como “a questão mais importante nas relações China-EUA”.

“Se for tratada adequadamente, a relação bilateral desfrutará de estabilidade geral. Caso contrário, os dois países terão confrontos e até conflitos, colocando toda a relação em grande risco”, afirmou a porta-voz.

Um pacote de armas de US$ 11 bilhões para Taiwan foi autorizado pelo governo americano em dezembro, mas ainda não foi implementado.

Taiwan é uma ilha que a China considera parte do seu território, apesar de ser administrada de forma independente desde o final da Guerra Civil Chinesa, em 1949, quando os nacionalistas, derrotados pelos comunistas, se refugiaram na ilha.

Pequim tem reiterado ameaças de anexar Taiwan – o que chama de “reunificação”. Em resposta, Taipei tem buscado aumentar os investimentos em defesa.

Segundo informações da agência Associated Press, antes do início da reunião, Trump elogiou Xi.

“Você é um grande líder. Às vezes as pessoas não gostam que eu diga isso, mas eu digo mesmo assim, porque é verdade”, disse o presidente americano. “É uma honra ser seu amigo”, acrescentou Trump, que prometeu que “a relação entre a China e os EUA será melhor do que nunca”.

Segundo a agência estatal Xinhua, Xi questionou se “a China e os Estados Unidos poderão superar a Armadilha de Tucídides e criar um novo paradigma para as relações entre grandes potências” – conceito na área de relações internacionais que fala da tendência à guerra quando uma potência emergente (como a China) ameaça substituir uma dominante (como os EUA).

“Podemos enfrentar juntos os desafios globais e proporcionar maior estabilidade ao mundo? Podemos construir juntos um futuro brilhante para as nossas relações bilaterais, visando o bem-estar dos dois povos e o futuro da humanidade? Estas são as questões vitais para a história, para o mundo e para os povos”, disse Xi.

[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img