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quinta-feira, junho 4, 2026

Bolsas NY interrompem rali de recordes com escalada militar no Oriente Médio

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Os principais índices acionários americanos encerraram em queda nesta quarta-feira e interromperam o rali de quatro sessões consecutivas renovando recordes de fechamento. A piora na percepção de risco por causa da guerra no Oriente Médio e o aumento da incerteza quanto ao patamar das tratativas entre Estados Unidos e Irã pressionaram o desempenho das bolsas, juntamente com o avanço dos rendimentos dos Treasuries, em meio à alta dos preços do petróleo e à leitura mais forte do que o esperado para o relatório do ADP.

O índice Dow Jones recuou 1,21%, aos 50.687,07 pontos; e o S&P 500 caiu 0,74%, aos 7.553,72 pontos. O Nasdaq teve queda de 0,89%, aos 26.853,98 pontos, em meio ao fraco desempenho do setor de tecnologia (-1,52%).

Após as novas ofensivas militares entre os países, a agência de notícias iraniana Fars informou que o Irã não quer fechar um acordo com os Estados Unidos que ignore o Líbano, que vem sendo alvo de ataques israelenses. As informações conflitantes entre a mídia iraniana e os representantes do governo americano aumentam o já alto grau de incerteza no mercado.

A Fars reportou que a primeira fase de conversas entre as partes falhou devido à recusa de Teerã de entrar em tratativas nucleares. A notícia vai na contramão das falas do presidente Donald Trump de que o país teria concordado em não ter uma arma nuclear. O republicano também constatou que as negociações estão avançando, embora o mercado mostre-se cético sobre tal progresso.

Os dados mais fortes do que o esperado do ADP também contribuíram para ampliar o movimento de alta dos Treasuries, que já subia devido ao avanço do petróleo. O relatório mostrou a abertura de 122 mil pelo setor privado dos EUA em maio, acima do consenso de alta de 110 mil vagas. Uma leitura mais forte do “payroll” na sexta-feira contribuiria com a narrativa de um Federal Reserve (Fed) mais restritivo.

O Citi espera a criação de 60 mil novos empregos, abaixo do consenso do mercado, e a manutenção da taxa de desemprego em 4,3% em maio. Segundo os economistas do banco, isso seria interpretado como “estável” pelas autoridades do Fed e pelos mercados, embora para eles o emprego esteja “frágil”, em meio ao ambiente de baixas contratações e demissões.

[Fonte Original]

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