A inflação ao produtor na China acelerou em maio, uma vez que o conflito em curso no Oriente Médio continuou a impulsionar o aumento dos custos de energia e commodities.
O índice de preços ao produtor (IPP, que mede a variação de preços na porta de saída dos produtores) subiu 3,9% em maio em relação ao mesmo mês do ano anterior, acelerando em relação à alta de 2,8% em abril, informou o Departamento Nacional de Estatísticas na quarta-feira.
Este é o terceiro mês consecutivo de inflação, após um período de 41 meses de deflação que começou em outubro de 2022.
O resultado de maio superou o aumento de 3,7% esperado por economistas em uma pesquisa do “The Wall Street Journal”.
Em comparação com o mês anterior, o IPP da China subiu 0,5% em maio, desacelerando em relação ao aumento de 1,7% em abril.
Já o índice de preços ao consumidor (IPC) subiu 1,2% em relação ao ano anterior em maio, o mesmo que em abril e um pouco abaixo da previsão de 1,3%.
Os preços dos alimentos caíram 1,7% em relação ao ano anterior, ampliando a queda de 1,6% registrada em abril, enquanto os preços de produtos não alimentícios subiram 1,9%, ante 1,8%.
O núcleo do IPC, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, subiu 1,1% em maio em comparação com o ano anterior, contra um crescimento de 1,2% em abril, informou o departamento de estatísticas.
Em comparação com o mês anterior, o IPC geral caiu 0,1% em maio, desacelerando em relação à alta de 0,3% em abril.