O mercado de veículos novos continua em expansão. Em maio, foi registrada a maior quantidade de emplacamentos do ano, com 274,3 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O total representa um crescimento de 21,58% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
O acumulado do ano também foi significativo, com alta de 16,42% em relação a igual período do ano passado, com total de 1,147 milhão de unidades. Os dados foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave).
Para o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, os números demonstram que programas como Carro Sustentável deram certo. O programa oferece linhas de crédito com juros subsidiados por recursos do BNDES. Envolve carros compactos e econômicos produzidos no Brasil e terminará no fim do ano.
“A demanda permanece consistente e responde a incentivos que reduzam preços e taxas de juros para financiamentos, uma vez que o nosso setor é extremamente dependente de crédito, renda, confiança do consumidor”, disse o dirigente por meio de nota.
Automóveis e comerciais leves puxaram os resultados positivos. Há poucos dias, o governo federal lançou mais um programa de linhas especiais de financiamento para taxistas e motoristas de aplicativos. Nesse caso, o programa, chamado Move Brasil – Taxi e Aplicativos, inclui carros elétricos importados. “Esperamos um aquecimento maior do mercado nos próximos meses, o que deve elevar as projeções de vendas para 2026”, destacou Junior.
Segundo a Fenabrave, as vendas de carros incluídos no programa Carro Sustentável alcançaram crescimento 31,4% superior ao período da implementação.
Um dos destaques dos resultados de maio foi a venda de modelos híbridos, que alcançou alta de 100,2% na comparação com o mesmo mês de 2025. O crescimento dos emplacamentos dos puramente elétricos foi ainda maior, com 201,37%.
Outro programa, o Move Brasil, voltado a caminhões e ônibus, não teve o mesmo impacto até agora. As vendas desses veículos mantiveram queda, embora executivos do setor digam que os resultados seriam piores sem o programa.
O segmento de caminhões registrou retração 6,96% em maio na comparação com um ano atrás. No acumulado também houve queda, de 13,64%.
Para o presidente da Fenabrave, com o fim da primeira etapa do Move Brasil em março, e anúncio da segunda etapa do programa, os transportadores e autônomos ficaram “em compasso de espera”. Ele diz que a entidade prevê “gradual recuperação” do mercado de veículos comerciais.