No início deste ano, a União Europeia e o Mercosul (formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) assinaram formalmente um acordo que cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo.
O Brasil passará agora a ser o quinto país a cooperar com o bloco europeu em questões digitais, juntando-se ao Canadá, Japão, Coreia do Sul e Cingapura.
Virkkunen deverá se reunir ainda hoje com o vice-presidente Geraldo Alckmin e continuar as reuniões com autoridades brasileiras amanhã, para a assinatura do acordo de parceria tecnológica.
“O Brasil é um país que compartilha amplamente os valores da União Europeia”, disse Virkkunen. “Assim, o Brasil está comprometido com mercados abertos, tecnologias seguras e também com uma ordem baseada em regras”, afirmou, acrescentando que a UE pretende trabalhar para criar tecnologias centradas no ser humano.
A UE, disse ela, quer construir parcerias porque sabe que ninguém consegue permanecer competitivo sozinho. Ao mesmo tempo, trabalha para reduzir dependências em áreas-chave, como a fabricação de chips e os serviços de computação em nuvem, para evitar o que ela chamou de “elemento de botão de desligamento dos nossos serviços”.
A Comissão Europeia acaba de lançar um pacote de soberania tecnológica com medidas para reforçar a tecnologia desenvolvida internamente pela UE, incluindo seus serviços de nuvem.