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quinta-feira, julho 16, 2026

SpaceX: 13º voo do Starship falha durante lançamento

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Nesta quinta-feira (16), a SpaceX falhou ao tentar enviar o foguete Starship ao espaço pela 13ª vez. No momento do lançamento, houve uma falha ainda não detectada.

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Minutos após o problema, Elon Musk, dono da SpaceX, escreveu, no X, que “alguns dos motores não ligaram, provocando uma interrupção automática do lançamento”. Também afirmou que a equipe da SpaceX está descarregando o propelente e que a próxima tentativa será “em alguns dias”.

Durante o lançamento, é possível observar que pelo menos quatro dos motores não ligaram, o que causou o cancelamento do voo.

No site oficial da SpaceX, já há a informação de que o voo será realizado nesta sexta-feira (17), às 19h45 (horário de Brasília). Assim que a empresa oficializar tal informação em suas redes sociais, o Olhar Digital atualizará esta nota.

O Olhar Digital transmitiu a tentativa ao vivo. Veja:

Objetivos do 13º voo do Starship

O novo voo de teste do Starship tem objetivos semelhantes aos da missão anterior, que marcou a estreia dos veículos Starship e Super Heavy na versão V3. Desta vez, porém, a missão também terá como novidade o transporte, pela primeira vez, de satélites Starlink V3 de nova geração.

O principal objetivo do propulsor Super Heavy será completar com sucesso todas as etapas iniciais do voo, incluindo o lançamento, a subida, a separação entre os estágios, a queima de retorno (boostback burn) e a queima de pouso em um ponto de aterrissagem offshore localizado no Golfo do México.

Para isso, a empresa afirma ter implementado diversas modificações de hardware e software para corrigir problemas identificados durante o teste anterior.

SpaceX corrige problemas registrados na separação dos estágios

Segundo a empresa, durante a separação dos estágios no voo 12, pequenas diferenças no acionamento dos motores da Starship fizeram com que a manobra de giro do Super Heavy ficasse desalinhada em cerca de 90 graus.


Para evitar que isso volte a ocorrer, a sequência de partida dos motores foi alterada para ser mais resistente a variações de tempo e executar a rotação na direção desejada com maior confiabilidade. A mudança também busca melhorar o desempenho geral do sistema.

Também no 12º voo, após a separação dos estágios e a manobra de giro, o Super Heavy iniciou a queima de retorno, mas cinco dos seus 33 motores apresentaram problemas durante a tentativa de reacendimento, fazendo com que a manobra fosse encerrada antes do previsto.

Para o novo voo, o propulsor recebeu modificações de hardware destinadas a aumentar a confiabilidade do reacendimento dos motores, além de atualizações nos sistemas de alarmes e abortos para refletir melhor as condições encontradas em um ambiente de voo com múltiplos motores operando simultaneamente.

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Já o estágio superior do Starship terá três objetivos principais: colocar em órbita suborbital 20 satélites Starlink V3, realizar o reacendimento de um único motor Raptor no espaço e executar novamente uma entrada controlada na atmosfera, seguida de descida e amerissagem no Oceano Índico.

A SpaceX também promoveu diversas alterações no sistema de propulsão da Starship para solucionar a falha de motor registrada durante o voo anterior.

Cerca de 40 segundos após a separação dos estágios na missão passada, a nave perdeu um dos seus três motores Raptor otimizados para operação no vácuo. Apesar da falha, o veículo conseguiu demonstrar sua capacidade de continuar a missão mesmo com um motor inoperante e atingiu a trajetória suborbital planejada.

A empresa informa que foram realizadas diversas modificações de hardware e operacionais para solucionar as causas interligadas do problema. Melhorias adicionais na confiabilidade também estão previstas para as próximas versões do motor Raptor.

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Pela primeira vez, a Starship levará ao espaço satélites Starlink V3, desenvolvidos para ampliar significativamente a capacidade da rede e aumentar a velocidade oferecida aos usuários.

Neste teste inicial, a nave deverá liberar 20 satélites. Após a separação, eles irão abrir seus painéis solares e antenas e tentar estabelecer conexão com a constelação Starlink por meio de lasers de alta capacidade.

Os satélites permanecerão na mesma trajetória suborbital da Starship e deverão ser destruídos durante a reentrada atmosférica aproximadamente 20 minutos após serem liberados.

Satélites vão inspecionar escudo térmico da Starship

Seis dos satélites receberam um conjunto de câmeras capaz de inspecionar o escudo térmico da Starship durante o voo e transmitir as imagens para as equipes em solo.

O objetivo é continuar testando métodos de análise das condições do escudo térmico para futuras missões em que a Starship deverá retornar ao local de lançamento.

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Como parte desse experimento, diversas placas do revestimento térmico da nave foram pintadas de branco para simular peças ausentes e servir como alvos para as câmeras.

Escudo térmico também receberá novos experimentos

Além das inspeções feitas pelos satélites, a missão testará uma série de melhorias e experimentos relacionados ao escudo térmico da Starship, dando continuidade ao desenvolvimento de um veículo totalmente reutilizável e com rápida preparação para novos voos.

Entre os testes previstos está a instalação de múltiplas placas térmicas na parte metálica dos flaps traseiros da nave, além do uso de placas modificadas e novos mecanismos de fixação na região do escudo térmico que cobre a saia traseira. O objetivo é coletar dados em voo sobre diferentes métodos de fixação.

A Starship também utilizará placas equipadas com sensores de carga para medir os esforços sofridos pelo escudo térmico durante a subida. Nesta missão, a nave enfrentará uma pressão dinâmica maior do que em voos anteriores, o que aumentará o estresse sobre as fixações das placas em troca de uma capacidade superior de transportar carga para a órbita.

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Matéria em atualização

Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.




[Fonte Original]

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