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quinta-feira, julho 16, 2026

Bolsas da Europa fecham em queda com pressão de semicondutores; Londres é exceção

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Os principais índices de ações da Europa fecharam majoritariamente queda nesta quinta-feira (16), enquanto investidores avaliam o início da temporada de resultados de empresas e seguem atentos aos desdobramentos da nova escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, que impulsiona os preços do petróleo nesta semana. O FTSE 100, da Bolsa de Londres, terminou o dia em terreno positivo,

No fechamento, o índice pan-europeu Stoxx 600 anotou queda marginal de 0,01%, aos 642,66 pontos, o FTSE 100, da Bolsa de Londres, subiu 0,54%, aos 10.572,24 pontos, o DAX, de Frankfurt, recuou 0,34%, aos 24.915,49 pontos, e o CAC 40, de Paris, registrou leve queda de 0,05%, aos 8.377,86 pontos.

Entre os destaques das bolsas europeias, o índice Stoxx Europe Total Market Semiconductors teve forte queda de 5,02%, em linha com as perdas vistas nas bolsas asiáticas e americanas, após os resultados trimestrais da Taiwan Semiconductor decepcionarem os investidores. Embora os lucros tenham vindo fortes, a empresa aumentou sua projeção de investimentos de US$ 60 bilhões para US$ 64 bilhões, o que ficou acima do esperado, em um momento em que os analistas têm se mostrado preocupados com a sustentabilidade e o retorno das elevadas despesas no segmento. A STMicroelectronics recuou 4,91% e a BE Semiconductor teve perda de 3,20%.

Apesar do dia negativo para os mercados acionários nesta quinta-feira, o Morgan Stanley está otimista com o cenário para as bolsas da Europa, diante das revisões para cima das estimativas de lucros de empresas em diferentes setores. “Recomendamos uma estratégia de equilibrar posições, mantendo exposição aos beneficiários estruturais dos investimentos em inteligência artificial, como semicondutores, bens de capital, metais e mineração, ao mesmo tempo em que ampliamos a alocação para setores cujo desempenho não depende predominantemente da temática de IA”, escrevem os estrategistas em relatório.

As tensões no Oriente Médio também seguem no centro da atenção dos investidores, em meio à nova escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, que não dá sinais de trégua e impulsionou os preços do barril de petróleo para a casa dos US$ 80 nesta semana. Ambos os lados seguem trocando ataques e, de acordo com o The Wall Street Journal, a Casa Branca estaria inclinada a expandir suas operações militares no território iraniano.

Entre os dados macroeconômicos divulgados nesta quinta-feira, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido voltou a crescer em maio, registrando alta de 0,1% sobre o mês de abril. Na zona do euro, houve um déficit comercial de 7,8 bilhões de euros em maio, de acordo com a Eurostat.

[Fonte Original]

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