Apesar do recuo nos preços do petróleo e do dólar, os contratos futuros do ouro encerraram esta sexta-feira (10) em queda, ainda pressionados pelas apostas de que o Federal Reserve (Fed) precisará manter a política monetária em um campo mais restritivo para combater a inflação. A deterioração do cenário macroeconômico e os sinais mais conservadores (“hawkish”) do banco central americano nas últimas semanas continuam a pesar sobre a dinâmica de preços do ativo.
Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de ouro com entrega para agosto encerraram em queda de 0,65%, cotado a US$ 4.113,7 por onça-troy. Na semana, as perdas foram de 0,26%.
O presidente Donald Trump afirmou, hoje, que concordou em dar continuidade às negociações por um acordo de paz definitivo com o Irã, após um pedido de Teerã, mas ressaltou que o cessar-fogo previsto em um memorando de entendimento assinado pelas partes no mês passado “acabou”. Os preços do petróleo recuam e o dólar no exterior tem leve queda, embora a dinâmica de ambos os ativos não tenha suportado o ouro.
“Os metais preciosos permanecem pressionados entre sinais de retomada da demanda e uma nova deterioração do cenário macroeconômico”, avalia Ole Hansen, do Saxo Bank. “A dinâmica dos preços corrobora nossa convicção de que o ouro passou da fase de capitulação para a de consolidação. No entanto, isso não significa que o metal esteja pronto para retomar sua tendência de alta anterior”, acrescentou o estrategista-chefe de commodities.