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sexta-feira, julho 31, 2026

Chuva de Meteoros Cruza o Céu Nesta Madrugada; Veja o Que Você Precisa Saber

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Na madrugada desta sexta-feira, o céu de algumas regiões do Brasil será iluminado com duas chuvas de meteoros: Delta-Aquárida do Sul e Alpha-Capricornídea, a partir da 1h30 da madrugada. O fenômeno poderá ser observado a olho nu, sem a necessidade de telescópios ou binóculos, preferencialmente em ambientes afastados de iluminação artificial, como grandes cidades.

A má notícia é que, por mais que a Agência Espacial Brasileira (AEB) estime que passarão 25 meteoros por hora, as condições do céu nesta madrugada não estão ideais, principalmente devido à fase da lua, que está cheia.

“Para ver esses meteoros, precisamos estar em um lugar muito escuro, porque essas partículas são muito pequenas, então o brilho é fraco. Se estivermos dentro da cidade ou em fase de lua cheia, não vamos conseguir enxergar; talvez só vai ver os mais brilhantes, que são mais raros”, explica o Prof. Dr. Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório Didático de Astronomia da UNESP.

Quem não conseguir ver o fenômeno nesta madrugada, terá uma segunda chance. No dia 12 de agosto, acontece a chuva de meteoros Perseídeos, com cerca de 100 meteoros cruzando o céu por hora.

A visibilidade será melhor no hemisfério norte, mas uma parcela da chuva poderá ser avistada também do Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Isso porque a Lua estará na fase nova, iluminando muito pouco o céu e dando vazão para que a luz dos cometas brilhe com mais destaque.

O recomendado, segundo Langhi, é deitar no chão e olhar para cima tentando ter a visão mais ampla possível do céu já que não existe um ponto único ou direção exata para observar uma chuva de meteoros.

Como acontece uma chuva de meteoros

A chuva de meteoros acontece quando o planeta Terra atravessa um amontoado de partículas, como pequenas rochas e grãos de poeira. A gravidade da Terra atrai esses fragmentos, e quando entram na atmosfera, começam a queimar. Langhi explica que essa combustão gera os traços luminosos que são vistos no céu, popularmente chamados de “estrelas cadentes” (mas que de estrela não tem nada).

Mas de onde vem esses amontoados de partículas? Langhi explica que são restos de cometas e asteroides. Um cometa é uma espécie de bola de gelo com pedaços de rochas, pedras e poeira amontoados. O asteroide, por sua vez, é uma rocha sólida, que pode ser feito de mineral, carbono, silício, ferro e níquel.

Os cometas também estão circulando no Sistema Solar, passando em torno dos planetas e eventualmente do Sol. Cada um deles tem um tempo de trajeto; o cometa Halley por exemplo, leva 76 anos para finalizar o seu.

“Um cometa que vem lá de Netuno, por exemplo, atravessa as órbitas de todos os planetas, até dar uma volta no Sol. Quando se aproxima do Sol, ele vai esquentando a ponto de começar a soltar partículas. Essas partículas começam a girar na mesma órbita do cometa, e quando o planeta Terra passa por esse ‘rastro’ deixado acontece a chuva de meteoros”, explica.

Os cometas têm vida útil e vão perdendo pedaços ao longo do tempo. Segundo o professor, todo esse processo é dinâmico e ano a ano essas partículas vão mudando de posição e se afastando uma da outra. “Às vezes esperamos cair 50 por hora, mas no fim só cai 10, porque não tem como prever isso”.

Enquanto passam pela atmosfera terrestre, a maior parte dos meteoros se desfaz. “Quando vemos o meteoro riscando o céu e sumindo, é porque ele já virou poeira. Então essas partículas ficam em suspensão na atmosfera e vão caindo bem lentamente. Quando chove, a água da chuva traz essas partículas para o solo; por dia, estima-se que a Terra receba cerca de 40 toneladas de meteoros.

Quanto aos nomes, as chuvas os recebem dependendo de onde esses meteoros parecem partir, segundo Langhi. Por exemplo, os Capricornídeos recebem esse nome porque, aparentemente, vêm de um ponto no céu que fica localizado na constelação Capricórnio.

No caso da chuva de meteoros dupla desta madrugada, Delta-Aquárida do Sul e Alpha-Capricornídea, estima-se que as partículas venham de duas constelações próximas, de Aquário e Capricórnio. “Mas a distância não interfere, poderiam ser constelações distantes e as chuvas aconteceriam mais ou menos próximas, porque depende do trajeto das partículas”.

[Fonte Original]

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