A Paramount Skydance concordou nesta sexta-feira em suspender a aquisição da Warner Bros Discovery até que seja proferida uma decisão sobre a contestação do negócio por parte de estados norte-americanos, o que mergulha o negócio de US$ 110 bilhões em ainda mais incerteza.
O acordo que suspende a transação até junho do ano que vem, no máximo, reduz em algumas semanas o cronograma do processo. Mas isso também tem um custo.
A Paramount poderá ter que pagar até US$ 1,7 bilhão em multas por atraso aos acionistas da Warner Bros se o negócio for adiado até essa data. A multa custa US$ 7 milhões por dia caso a fusão não seja concluída até 30 de setembro.
“Estamos ansiosos para defender nosso caso no julgamento”, disse o porta-voz da Paramount.
A Califórnia e 11 estados dos EUA entraram com uma ação em 13 de julho, argumentando que o acordo criará um gigante da mídia com poder para aumentar os preços no cinema e na televisão.
“Suspender essa fusão enquanto nosso processo segue adiante é uma vitória crucial em nossos esforços para fazer valer a lei e proteger as indústrias do cinema e da televisão”, disse a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, que está entrando com uma ação para bloquear o acordo.
Desafios semelhantes a fusões levaram, em média, oito meses para que um juiz se pronunciasse, segundo uma análise da Reuters sobre casos recentes.
A ação, movida no tribunal federal de Oakland, ameaça frustrar a tentativa do presidente-executivo da Paramount, David Ellison, de transformar sua empresa em uma grande rival da Netflix e da Disney.
As ações da Paramount caíram 3,3% nesta sexta-feira e registram queda de 37% neste ano.