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- Author, Fernando Duarte
- Role, Serviço Mundial da BBC
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A Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino de 2026 criou marcos históricos, mesmo antes que a bola rolasse pela primeira vez nos campos da América do Norte. O torneio foi o primeiro a ser realizado em mais de dois países-sede e contou com a participação recorde de 48 países.
Mas existem números menos conhecidos sobre o que aconteceu dentro e fora do campo nos Estados Unidos, México e Canadá, antes da final deste domingo (19/7).
Aqui estão alguns fatos e estatísticas da Copa que podem ser surpreendentes.
Franceses e espanhóis insaciáveis

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A Espanha pôs fim à tentativa francesa de conquistar sua terceira Copa do Mundo. Mas as duas equipes atingiram a surpreendente marca de 120 chutes a gol, nas sete partidas que antecederam a final.
Ai, Inglaterra!
Outra equipe que voltou para casa nas semifinais foi a Inglaterra, que foi a seleção que sofreu mais faltas nesta Copa do Mundo: nada menos que 102.
O motor de Rodri
O meio-campista espanhol certamente trabalhou bastante. Ele correu quase 84 km em sete jogos, até a semifinal.

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Mbappé, o homem-bala
O astro francês foi o jogador mais rápido do torneio. Ele correu a 37,6 km/h durante a vitória da França sobre o Marrocos, nas quartas de final.
Apenas mais um jogador rompeu a barreira dos 37 km/h: o sueco Anthony Elanga.

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A muralha paraguaia e o recorde de Curaçao
O Paraguai causou uma das maiores surpresas do torneio, ao vencer a tetracampeã Alemanha nos 16 avos de final, além de segurar o empate contra a França por 70 minutos, nas oitavas.
O goleiro Orlando Gill teve importante participação nos seis jogos da campanha paraguaia. Ele fez 28 defesas, o recorde da competição.
Cabe aqui uma menção honrosa ao goleiro de Curaçao, Eloy Room. Ele igualou o recorde de maior número de defesas no tempo normal em um único jogo de Copa do Mundo (15), no empate em 0x0 da sua seleção contra o Equador, pela fase de grupos.
Desperdício de pênaltis
Foram muitos pênaltis cobrados nesta Copa do Mundo: 61, para ser exato, incluindo as decisões no mata-mata.
Destes, apenas 40 foram convertidos.
A empresa de análises esportivas Opta afirma que este índice de conversão (65,5%) é o mais baixo desde a Copa de 1966. O próprio Lionel Messi perdeu duas cobranças.

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A rede internacional de especialistas climáticos Scientists for Global Responsibility (SGR) considera a Copa do Mundo de 2026 como a mais poluente da história.
Em um relatório publicado no ano passado, os especialistas afirmaram que a pegada de carbono da competição pode atingir nove milhões de toneladas de CO₂, quase o dobro da média dos quatro últimos torneios.
Recorde de público
A Copa do Mundo de 2026 estabeleceu um novo recorde de público no final da fase de grupos, segundo a Fifa: 4,6 milhões de pessoas compareceram a 72 partidas, quebrando o recorde do torneio de 1994, nos Estados Unidos.
No final das oitavas de final, o número total de espectadores aumentou para cerca de 6,25 milhões, o que corresponde a quase 12 vezes a população de Cabo Verde.

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Vozinha, o fenômeno das redes sociais
Por falar no arquipélago africano que estreou na Copa do Mundo, as façanhas do veterano goleiro Vozinha o transformaram em uma sensação das redes sociais.
Ele chegou à América do Norte com 50 mil seguidores no Instagram. E, em 17 de julho, já eram mais de 29 milhões.
Suor na Filadélfia
Ainda assim, os jogadores da França e do Paraguai precisaram enfrentar 38 °C durante a partida entre as duas seleções, pelas oitavas de final, no Estádio da Filadélfia.
Foi a partida mais quente do torneio até aqui, dentre as disputadas sem ar-condicionado.

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Nenhum sinal do presidente Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou polêmica ao afirmar que havia defendido com sucesso junto à Fifa o cancelamento da suspensão automática do atacante americano Folarin Balogun, pela expulsão sofrida nos 16 avos de final.
Mas Trump não compareceu a nenhuma partida do torneio até aqui, o que é bastante incomum para o chefe de Estado de um país anfitrião.
Sua presença é esperada na final, para entregar o troféu ao capitão da seleção campeã do mundo, segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino.