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quarta-feira, agosto 26, 2026

Iryna Terekh e a produção de drones e mísseis da Fire Point na Ucrânia

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Iryna Terekh, uma ex-empresária do setor de mobiliário urbano de 34 anos, assumiu o comando da Fire Point na Ucrânia para transformar protótipos de guerra em armas de larga escala. Sob sua gestão como CEO e diretora de tecnologia, a empresa privada se tornou uma peça fundamental na defesa ucraniana, fabricando mísseis e drones de longo alcance utilizados em ataques estratégicos em solo russo.

Como Iryna Terekh passou do setor de construção para a indústria militar

Antes da guerra, Iryna Terekh administrava uma empresa de arquitetura e mobiliário urbano em Kiev, produzindo itens comuns como bancos e vasos para espaços públicos. Sua trajetória mudou drasticamente após a invasão russa em 2022, especialmente após uma experiência traumática em Bucha, onde seu carro foi atingido por disparos enquanto tentava resgatar sua mãe. Em 2023, ela aceitou o convite do fundador da Fire Point, Denys Shtilerman, para organizar a produção da empresa. Iryna afirma que jamais teria entrado para o setor de armamentos se o seu país não tivesse sido invadido.

Quais foram as principais inovações implementadas por ela na produção de drones

A grande contribuição de Iryna foi aplicar seus conhecimentos industriais para acelerar a fabricação de equipamentos militares. No caso do drone de ataque FP-1, que tem um alcance impressionante de mais de 3.300 quilômetros, ela propôs uma mudança radical no processo produtivo. Com novas técnicas de materiais, o tempo necessário para fabricar uma asa de drone caiu de seis dias para apenas duas horas e meia. Essa eficiência permitiu que a Fire Point saltasse de 200 drones no primeiro ano para uma capacidade projetada de mais de 100 mil unidades anuais, empregando agora 7 mil pessoas.

O que é o míssil Flamingo e por que ele recebeu esse apelido curioso

O Flamingo, tecnicamente chamado de FP-5, é um míssil de cruzeiro de seis toneladas capaz de atingir alvos a 3 mil quilômetros de distância com uma ogiva de 1.150 quilos. O apelido surgiu de uma brincadeira interna: durante a fase de testes em 2024, os protótipos foram pintados com cores vibrantes para que os fragmentos fossem encontrados mais facilmente. Um dos mísseis foi pintado de rosa, e os funcionários brincaram que aquele era o resultado de ter uma mulher no comando da empresa de defesa. O nome pegou, e hoje a companhia produz cerca de 100 unidades desse armamento por mês.