Crédito, Facebook/Karović Ljubisa
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O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB, na sigla em inglês) constatou em um relatório preliminar que o incidente ocorreu após a quebra de uma pá da turbina logo após a decolagem do voo da companhia Ryanair de Tessalônica, na Grécia, para Memmingen, na Alemanha, em 10 de julho.
O NTSB informou que o voo de Tessalônica para Memmingen “sofreu uma falha na pá da turbina do motor nº 2 (direito) durante a subida”.
“A tripulação optou por retornar ao SKG [Aeroporto Internacional de Thessaloniki], onde realizou um pouso sem incidentes.”
O NTSB foi “incumbido da investigação completa” pelas autoridades gregas nos dias que se seguiram ao incidente.
O relatório também detalhou uma cronologia dos eventos com relatos fornecidos pela tripulação, que afirmou ter recebido um alerta de “alta vibração” no motor durante a subida.
Em resposta, eles reduziram a potência do motor e realizaram uma série de verificações. Quando as vibrações cessaram, a tripulação continuou a subir em piloto automático, segundo o relatório.
Mas as vibrações do motor aumentaram e a tripulação ouviu um estrondo alto, o que os levou a declarar emergência e iniciar a descida.
Os comissários de bordo relataram ter ouvido e sentido vibrações, além de terem visto uma pequena quantidade de fumaça antes do acionamento das máscaras de oxigênio.
Uma comissária de bordo relatou que, em seguida, notaram passageiros pedindo ajuda depois que um passageiro ficou “parcialmente preso em uma janela danificada da cabine”, com a janela completamente arrancada.
O relatório afirma que o motor passou por inspeções ultrassônicas em maio deste ano, sem que nenhuma falha fosse constatada.
O diretor executivo da Ryanair, Michael O’Leary, sugeriu anteriormente que o incidente pode ter sido causado por “danos de um objeto estranho” em um dos motores. A aeronave era operada pela Malta Air, subsidiária da Ryanair.
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Svetlana Grković contou que “metade do corpo” do seu marido “estava saindo do avião”. Ela relatou à rádio e TV pública grega ERT que ele ficou “fora até o peito” por dois minutos.
“Reagi imediatamente e agarrei suas pernas”, ela conta. “Pensei: ‘Se morrermos, morreremos juntos”, declarou ela ao portal sérvio Nova.
Grković afirma que, com a ajuda de dois outros passageiros, ela conseguiu puxar seu marido de volta para dentro da aeronave, depois que ele perdeu a consciência três vezes.
“A menina que estava sentada ao lado dele o segurava pela mão”, prosseguiu Grković para a ERT.
“Três de nós estávamos puxando meu marido para dentro. As máscaras de oxigênio caíram, e o caos se espalhou.”
Para Grković, parecia que parte do motor do avião havia quebrado, esmagando a janela ao lado do seu marido e causando a descompressão da cabine. Outros passageiros também relataram terem ouvido algo que parecia uma explosão.
Os passageiros contaram à imprensa local que Karović havia mantido seu cinto de segurança afivelado, o que ajudou as pessoas a bordo a mantê-lo na cabine, enquanto sua cabeça e seus ombros estavam do lado de fora.
Svetlana Grković conta que seu marido, de 61 anos, ficou “seriamente ferido e em choque”.
“O importante para mim é que ele está vivo… Sua mão, particularmente, está seriamente ferida, e ele tem queimaduras. Ele não consegue se comunicar, não se lembra de tudo o que aconteceu.”
Ela declarou à ERT que “sempre que ele ouve falar em aviões, começa a tremer”.
“Meu estado psicológico também é ruim… Temi por nossas vidas. Tive medo que o avião fosse cair.”
Assista
Outra passageira, Sofia, declarou à Rádio Tessalônica: “Pensamos que o avião estivesse caindo. A descompressão foi muito forte. Não conseguíamos respirar”.
“O homem que ficou ferido estava sangrando e perdeu a consciência várias vezes, provavelmente devido à falta de oxigênio e ao choque”, segundo ela.
Acredita-se que a aeronave já era usada há 18 anos.
Como a aeronave é um Boeing 737-800 de construção americana e o incidente ocorreu no espaço aéreo da Macedônia do Norte, membros de diversos órgãos de aviação internacional participam da investigação. Eles incluem a Boeing, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos e a Agência de Segurança Aérea da União Europeia.

