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quinta-feira, agosto 13, 2026

Lula sem ‘frente ampla’ e Flávio isolado: por que líderes nas pesquisas não têm mais apoio político? – BBC News Brasil

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Crédito, Reuters e EPA/Shutterstock

    • Author, Mariana Schreiber*
    • Role, Da BBC News Brasil em Brasília
  • Published

  • Tempo de leitura: 6 min

Alianças com partidos maiores tendem a significar mais palanques para conquistar votos nos Estados, acesso maior a recursos financeiros para a campanha e mais tempo de propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão. Por isso, historicamente, candidatos com alianças maiores têm levado vantagem na disputa eleitoral, mas isso nem sempre é verdade.

Jair Bolsonaro venceu a eleição de 2018 concorrendo com apoio de duas siglas nanicas, PSL e PRTB. Naquele ano, Geraldo Alckmin concorreu pelo PSDB, com apoio de grandes legendas de centro-direita, mas não chegou ao segundo turno.

A dificuldade em angariar apoios em 2026 não é apenas dos dois candidatos mais competitivos. Nenhum outro concorrente ao Palácio do Planalto, além de Lula, conseguiu montar uma coligação — é a primeira vez que isso ocorre em disputas presidenciais desde 1989, segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo. Ou seja, quase todos os candidatos estão concorrendo apenas por seus próprios partidos.

Segundo cientistas políticos ouvidos pela BBC News Brasil, isso reflete mudanças estruturais na política brasileira. Hoje, ressaltam, as grandes legendas têm preferido focar na disputa pelo Congresso, pois uma grande bancada garante acesso a uma maior quantidade de recursos por meio das emendas parlamentares (R$ 61 bilhões em 2026). Além disso, um maior número de deputados e senadores obriga que, qualquer que seja o presidente eleito, negocie apoio da sigla posteriormente.

[Fonte Original]

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