Crédito, AFP via Getty Images
- Author, Swaibu Ibrahim
- Role, BBC África
- Reporting from, Kampala
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Um governante tradicional ugandense, considerado o monarca mais jovem do mundo, morreu aos 34 anos, anunciou seu primeiro-ministro.
Oyo Nyimba Kabamba Iguru Rukidi 4º tornou-se rei de Tooro, no oeste de Uganda, com apenas três anos de idade, em 1995, após a morte de seu pai.
O reino de Tooro não divulgou a causa da morte do rei Oyo, mas um ministro do governo ugandense foi citado pela imprensa local dizendo que ele esteve gravemente doente e buscava tratamento nos Estados Unidos.
Embora Uganda seja governada por um presidente e um parlamento eleitos, o país possui diversos reinos tradicionais que continuam a exercer uma influência cultural significativa, apesar de não deterem poder político.
Oyo, que entrou para a lista de recordes mundiais do Guinness como o monarca reinante mais jovem do mundo, governou mais de 2 milhões de pessoas. Ele foi o 13º monarca de um reino fundado no início do século 19.
Ao anunciar sua morte, o primeiro-ministro de Tooro, Calvin Armstrong Rwomiire Akiiki, classificou seu falecimento na quinta-feira (27/8) como uma “perda imensurável” para a família real e o povo de Tooro.
“Apelo a todo o povo de Tooro para que permaneçam unidos, calmos e em oração durante este momento profundamente difícil”, disse Akiiki nesta sexta-feira. “Que Sua Majestade o Rei descanse em paz eterna.”

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O Reino de Tooro segue um sistema hereditário na escolha de seu monarca.
Oyo não se casou oficialmente, mas Akiiki disse que “a continuidade da Coroa está assegurada”.
“Sua Majestade deixa um Príncipe como herdeiro, cuja identidade será formalmente revelada no momento oportuno, de acordo com as tradições e costumes do Reino de Tooro”, explicou ele.
Quando ele se tornou rei em 1995, foi estabelecida uma regência, que incluía a rainha-mãe, até que Oyo completasse 18 anos, quando houve uma coroação oficial.
O jovem rei era muito respeitado pelo seu povo e, de acordo com uma reportagem do jornal Daily Monitor, ele promovia causas como o empoderamento da juventude, a educação e a conservação do clima, bem como a conscientização sobre o HIV/Aids.
A maior e mais influente instituição tradicional do país, o Reino de Buganda, afirmou que se solidariza com o povo de Tooro após a morte de seu monarca, classificando-o como uma figura valiosa para Uganda.
Da mesma forma, o Reino de Rwenzururu também expressou suas condolências a “todos aqueles que lamentam esta grande perda”, de acordo com relatos da imprensa local.
Outros também prestaram suas homenagens ao falecido rei.
A Federação de Futebol do Uganda homenageou o rei Oyo como um “verdadeiro amigo do futebol” e anunciou um minuto de silêncio antes do início de todas as partidas até 4 de setembro, em memória de seu “legado, amor, paixão e contribuição” ao esporte.
A ministra do governo, Margaret Muhanga, descreveu o clima no reino como “sombrio… não se vê ninguém sorrindo”.
O rei estava “no auge da sua vida”, disse ela em um vídeo compartilhado nas redes sociais, “apesar de jovem, ele teve um impacto em seu reino”.
Muhanga disse que plantariam um milhão de árvores em sua homenagem durante o período de luto e quer pedir aos distritos vizinhos de Tooro que façam o mesmo.
A musicista ugandense Juliana Kanyomozi descreveu o dia como “um dia muito triste para Tooro”, em uma publicação no Instagram. “Partiu cedo demais. Que perda!!!!”
Enquanto isso, o astro pop que se tornou político, Bobi Wine, pediu que a alma do rei Oyo “descanse em paz eterna”.