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quarta-feira, agosto 26, 2026

Golpe da falsa entrevista de emprego mira celulares para roubar dados

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Cibercriminosos aperfeiçoaram os golpes com falsas ofertas de trabalho e usam páginas falsas de recrutamento para roubar credenciais corporativas de funcionários. A estratégia emprega a técnica Browser-in-the-Browser (BitB), na qual uma janela falsa de login do Google ou Facebook é desenhada dentro do site para enganar o usuário. 

As conclusões fazem parte do relatório “The Growing Threat of Browser-in-the-Browser (BitB) Recruitment Scams”, publicado neste mês pela empresa de cibersegurança CTM360.

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Em computadores, o golpe simula uma janela pop-up do navegador. Por outro lado, a armadilha se adapta ao formato da tela pequena e exibe uma página de login em tela cheia nos celulares. Como os smartphones não mostram a barra de endereços tradicional durante essa navegação, a vítima perde a referência visual para diferenciar uma página legítima de uma cópia fraudulenta.

De acordo com o especialista digital Esteban Tissot, da empresa Zimperium, a proteção contra essas fraudes exige uma mudança de postura nas organizações. Os pesquisadores da companhia de segurança móvel também produziram análises sobre os dados divulgados pelo relatório.

“Em última análise, a defesa contra essas campanhas direcionadas exige olhar além dos gateways da web focados em computadores e proteger as identidades corporativas diretamente no ambiente móvel”, afirmou Tissot.

Para tornar a abordagem convincente, os criminosos copiam a identidade visual de dezenas de marcas globais. Entre as empresas utilizadas como isca estão nomes como Amazon, Apple, Louis Vuitton, Emirates, Boeing, Deloitte, Heineken, Adidas e Lego.

Levantamento da Zimperium mostra os principais blocos de endereço IP utilizados pelos criminosos para manter os sites falsos de recrutamento em funcionamento (Reprodução/Zimperium)

Além dessa estratégia, dados públicos de recrutadores reais de recursos humanos são coletados para dar veracidade aos convites de reuniões e processos seletivos.

Filtro rejeita e-mails pessoais e mira acessos corporativos

Outro fator que chamou a atenção dos pesquisadores da CTM360 e da Zimperium foi a seleção prévia das vítimas. O sistema dos golpistas rejeita cadastros feitos com provedores gratuitos, como Gmail, Yahoo e Outlook, e exige obrigatoriamente um e-mail profissional. O foco exclusivo em contas corporativas permite que os invasores obtenham acesso direto a sistemas internos, arquivos confidenciais e aplicativos em nuvem das empresas.

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Principais provedores de nuvem e hospedagem onde os sites fraudulentos foram registrados; Amazon e SEDO GmbH concentram juntas 60% da infraestrutura do golpe (Reprodução/Zimperium)

O levantamento da Zimperium apontou ainda que os domínios fraudulentos utilizam termos frequentes como “(nome da empresa)-global.com” ou “(nome da empresa)-careers.com” e permanecem ativos por longos períodos. Como as listas tradicionais de bloqueio de segurança demoram dias, meses ou até anos para classificar esses novos endereços como perigosos, os criminosos mantêm a infraestrutura funcionando sem interrupções imediatas.

Por falar em segurança no universo digital, criminosos usam contas do Notion e PDFs com links ocultos para roubar senhas. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

[Fonte Original]

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