Papa Leão XIV na França: visita histórica e recorde de batismos adultos

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

O Papa Leão XIV inicia nesta sexta-feira (25) uma visita histórica de quatro dias à França, percorrendo as cidades de Paris, Lourdes e Metz. Em um momento de transformação social, o pontífice abordará temas cruciais como inteligência artificial, imigração e ética no fim da vida. A viagem ocorre em um cenário de aumento de 20% nos batismos de adultos, desafiando a tradicional secularidade francesa.

Qual é o principal objetivo da visita do Papa Leão XIV ao território francês?

O pontífice viaja com a missão de levar a doutrina social da Igreja ao centro de uma Europa cada vez mais secular. Durante quatro dias, ele participará de eventos em Paris, Lourdes e Metz para tratar de temas contemporâneos urgentes. A ideia é apresentar a visão cristã sobre questões políticas e sociais, como o uso ético da inteligência artificial e a integração de migrantes. Embora seja uma visita de Estado com cerimônias oficiais, o foco principal é pastoral, buscando fortalecer a fé da comunidade local e oferecer pontos de referência moral para a sociedade francesa como um todo.

Como a sociedade francesa tem reagido ao catolicismo nos últimos anos?

Apesar de 51% dos adultos não declararem afiliação religiosa e apenas 8% frequentarem a igreja regularmente, a França demonstra uma nova abertura ao catolicismo. Esse movimento foi impulsionado pela solidariedade após ataques a igrejas, pela valorização do patrimônio cristão após o incêndio da Catedral de Notre-Dame e pelo trabalho caritativo da Igreja durante a pandemia. Um dado impressionante reforça essa tendência: nesta Páscoa, o país registrou mais de 20 mil batismos de adultos e adolescentes, um crescimento expressivo que tem levado os bispos a criarem conselhos especiais para acolher novos fiéis.

Quais temas polêmicos serão abordados pelo Papa durante as reuniões oficiais?

Espera-se que o Papa se manifeste sobre a preservação da vida, especialmente após a França legalizar o suicídio assistido e a eutanásia. A eutanásia é quando se abrevia a vida de alguém para interromper o sofrimento, prática proibida pelo catolicismo. O Papa deve reforçar a dignidade humana desde o início até o fim natural, mas deixará o debate político direto para os bispos locais, respeitando a subsidiariedade. Ele também falará na UNESCO sobre os riscos da inteligência artificial, tema de sua recente encíclica, e visitará centros de migrantes, tocando em uma das feridas políticas mais sensíveis da Europa.