‘Descobri pelas redes sociais que ele estava morto’: o duplo castigo aos condenados na Arábia Saudita, um dos países que mais aplicam a pena de morte – BBC News Brasil

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Legenda da foto, Kibrom Kinfe Aregawi e Tsigabu Gebremariam (à direita) estão entre os cinco etíopes executados em 23 de junho, cujos corpos não foram devolvidos às suas famílias

    • Author, Hana Zeratsyon
    • Role, Da BBC News na Etiópia

    • Author, Swaminathan Natarajan
    • Role, Do Serviço Mundial da BBC
  • Published

  • Tempo de leitura: 8 min

“Fazemos todas essas cerimônias para ajudar nossa família a encontrar alívio e aceitar que ele morreu. Mas eu não encontrarei consolo.”

São as palavras de Kinfe Aregawi, um pai que chora a morte de seu filho, Kibrom.

“Isso significará uma vida inteira de pesar e dor para mim”, lamenta.

Kibrom Kinfe Aregawi foi um dos cinco etíopes executados em junho deste ano por contrabandear maconha para a Arábia Saudita, um dos países que mais executam pessoas no mundo, atrás apenas da China e do Irã.

Um enterro religioso formal é um elemento essencial da fé de muitos cristãos ortodoxos etíopes: o corpo é envolto em uma mortalha cerimonial e colocado em um caixão de madeira.

[Fonte Original]

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