Sem uma reforma profunda do Orçamento, que envolva revisões periódicas de gastos e incentivos para gestores públicos, regras fiscais como as que vigoraram no Brasil nos últimos 30 anos serão insuficientes para impedir o crescimento da dívida pública. A avaliação é de Paulo Paiva, professor associado da Fundação Dom Cabral e ex-ministro do Planejamento e Orçamento e do Trabalho no governo Fernando Henrique Cardoso. Caso não haja essa reforma, ele projeta que a dívida bruta do governo geral (DBGG) passará dos atuais 82,9%, sempre em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), para algo próximo de 100% em 2030.