Brasil Ganha Espaço na Agritechnica 2027 em uma Edição Voltada À Agricultura Conectada

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O Brasil estará entre os países de maior destaque da Agritechnica 2027, feira bianual marcada para 14 a 20 de novembro, em Hannover, na Alemanha. Ao lado da França, o país receberá ações específicas dentro da programação da maior feira mundial de máquinas agrícolas, com pacotes de viagem, maior visibilidade e atividades voltadas a networking, negócios e eventos. A escolha coincide com uma edição em que a organização pretende concentrar a discussão na conexão entre máquinas, dados, softwares e pessoas.

Organizada pela DLG, Sociedade Alemã de Agricultura, a Agritechnica terá como tema “Connecting Agricultural Intelligence”. O que a feira pretende em 2027 é olhar menos para a máquina de forma isolada e mais para o conjunto de tecnologias que passou a cercar a operação agrícola. Sensores, sistemas autônomos, inteligência artificial, comunicação entre equipamentos e plataformas de gestão em nuvem estarão entre os principais assuntos da programação.

A mudança acompanha o próprio avanço da mecanização agrícola. Tratores, colheitadeiras e implementos continuam no centro da atividade, mas uma parte crescente da inovação está na capacidade de esses equipamentos trocarem informações entre si e com outros sistemas usados na propriedade. A coleta de dados deixou de ser um elemento separado da operação. Ela passou a integrar decisões de manejo, ajustes de máquinas, acompanhamento de desempenho e gestão.

A Agritechnica 2027 pretende mostrar como essa integração está chegando ao campo em aplicações práticas. O Digital Farm Center concentrará soluções de digitalização, automação, robótica e inteligência artificial. Já o DLG Spotlight “Global Farming Systems” reunirá experiências de diferentes regiões agrícolas do mundo, comparando tecnologias e práticas adotadas sob condições climáticas, econômicas e operacionais distintas.

Está aí a atenção ao Brasil. A agricultura local reúne escalas de produção, condições de clima, níveis de mecanização e sistemas produtivos muito diferentes entre si. Para empresas de tecnologia e fabricantes de máquinas, isso amplia tanto as oportunidades quanto a dificuldade de desenvolver soluções capazes de funcionar em realidades variadas. A feira não detalhou quais ações específicas serão destinadas ao mercado brasileiro além dos pacotes de viagem, maior visibilidade e atividades próprias de relacionamento e negócios.

Na edição de 2025, a feira recebeu 2.819 expositores de 49 países e cerca de 477 mil visitantes profissionais de 171 países. Em 2027, a organização pretende manter esse alcance, mas com atenção adicional a Brasil e França como mercados considerados prioritários para a edição.

Fora do espaço das máquinas

Uma parte importante dos negócios ocorrerá também fora do espaço ocupado pelas máquinas completas. O Systems & Components reunirá cerca de 900 fornecedores da indústria de componentes e sistemas, com produtos ligados a transmissões, hidráulica, eletrônica, sensores, software, automação e conectividade. O público dessa área inclui engenheiros, desenvolvedores de fabricantes de equipamentos originais, gestores de compras, executivos responsáveis por decisões técnicas e pesquisadores.

Esse segmento ganhou peso à medida que a indústria de máquinas agrícolas passou a incorporar mais eletrônica e software aos equipamentos. Muitos dos recursos que chegam ao agricultor começam a ser definidos na relação entre fabricantes e fornecedores de componentes. A programação do Systems & Components incluirá também um palco técnico dedicado a temas de engenharia, novas tecnologias e integração entre essas empresas.

Além disso, os dias 14 e 15 de novembro serão reservados aos chamados Agribusiness Days, com uma programação mais voltada a reuniões de negócios, contatos profissionais e negociações entre empresas. A programação também incluirá o Young Professionals Day, em 19 de novembro, dedicado à formação profissional, carreiras e oportunidades de trabalho no setor agrícola. O tema acompanha outra transformação provocada pela digitalização: além de operadores e profissionais especializados em mecânica, a agricultura passa a demandar mão de obra capaz de trabalhar com software, sensores, automação e análise de dados.

[Fonte Original]

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