‘Exército de Lula’: o que se sabe sobre o vaivém de decisões da Justiça Eleitoral sobre o canal de WhatsApp administrado por Janones – BBC News Brasil

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Legenda da foto, Decisões do corregedor do TSE, Ricardo Villas Bôas Cueva, e do presidente da corte, Nunes Marques, foram em direções opostas

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Uma sequência de decisões da Justiça Eleitoral neste domingo (11/10) determinaram a suspensão e posterior manutenção do canal de WhatsApp “Exército de Lula”, que é administrado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) e conta com cerca de 3,5 milhões de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O vaivém tem origem em uma ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) ajuizada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite da última quarta-feira (7/10). O documento pedia que o canal fosse suspenso alegando, entre outros argumentos, que Janones utilizava a plataforma para espalhar desinformação.

No sábado (10/10), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, deu 72 horas para que a equipe de Flávio desse maiores esclarecimentos sobre as medidas solicitadas — como a existência de demandas parecidas em outros processos protocolados na Justiça Eleitoral — e decidiu que analisaria o mérito passado esse período.

Na manhã de domingo, contudo, uma decisão do ministro Kássio Nunes Marques, que é no momento presidente do TSE, acatou o pedido da campanha de Flávio, dando três horas para que a Meta suspendesse o canal e o mantivesse desativado até a homologação do resultado das eleições de 2026, entre outras deliberações.

Na decisão, o ministro colocou que a mobilização digital de eleitores é lícita e que o problema seria a natureza do conteúdo compartilhado. “O que a norma não tolera é que a estrutura de mobilização seja empregada para fins ilícitos, entre os quais a difusão coordenada de fatos sabidamente inverídicos em desfavor de candidato”, escreveu Nunes Marques.

[Fonte Original]

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