A Suzano teve um resultado operacional abaixo do esperado pelo mercado no primeiro trimestre, em meio ao impacto da desvalorização do dólar, mas apoiado em parte por aumentos de preços e volumes de venda de celulose.
A companhia anunciou nesta quarta-feira que o resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$4,58 bilhões, queda de 6% no comparativo anual, com margem se mantendo em 42%.
Analistas, em média, esperavam Ebitda de R$4,8 bilhões para a Suzano no primeiro trimestre, segundo dados compilados pela LSEG.
A empresa registrou um custo caixa de produção de celulose, importante indicador de eficiência do setor, de R$802, queda de 7% sobre o primeiro trimestre do ano passado. O dado não inclui efeito de paradas para manutenção.
Segundo a empresa, os impactos da guerra no Oriente Médio, que causou uma disparada nos preços de combustíveis, foram mitigados por operações de hedge, afirmou a Suzano em comunicado à imprensa.
A Suzano elevou as vendas de celulose em 7% sobre um ano antes, a 2,835 milhões de toneladas, com destaque para vendas na Ásia e América do Norte. O preço médio líquido de celulose no período foi 1% maior que um ano antes, a US$560 a tonelada.
A companhia teve lucro líquido de R$4,3 bilhões no primeiro trimestre, queda de 32% sobre o mesmo período do ano passado. Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$1,82 bilhão, segundo dados compilados pela LSEG.
A Suzano terminou março com uma alavancagem financeira de 3,2 vezes em reais ante 3,1 vezes no final do primeiro trimestre do ano passado. Em dólares, a alavancagem cresceu de 3 para 3,3 vezes.