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quinta-feira, abril 30, 2026

Ibovespa Fecha em Alta, Mas Termina Abril no Zero a Zero após Se Aproximar dos 200 Mil Pontos

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O Ibovespa fechou em alta de 1,39%, a 187.317,64 pontos, nesta quinta-feira (30), em pregão de recuperação. O índice terminou abril quase no zero a zero, após uma sequência de quedas que o distanciou da marca inédita de 200 mil pontos que ensaiou atingir em meados do mês.

Na semana, o indicador caiu 1,8%, encurtada pelo feriado do Dia do Trabalho na sexta-feira (01), e terminou abril com variação negativa de 0,08%.

Já dólar encerrou o pregão em baixa de 1%, cotado a R$ 4,95, em um dia de maior apetite por risco nos mercados internacionais, favorecendo o desempenho do real.

A moeda americana e o petróleo recuaram, enquanto investidores continuaram repercutindo a decisão do Banco Central, que na véspera realizou o segundo corte seguido de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, agora em 14,50% ao ano. A autoridade monetária, no entanto, sinalizou que poderá calibrar o ritmo e a intensidade do ciclo de flexibilização nas próximas reuniões.

Na semana, o dólar acumulou queda de 0,94%. No mês de abril, a baixa foi de 4,38%.

Além do câmbio, o petróleo também perdeu força ao longo do dia. Os contratos futuros do Brent chegaram a atingir US$ 126,41 por barril na máxima intradiária, mas não sustentaram o movimento e encerraram em queda de US$ 4,02, ou 3,4%, a US$ 114,01. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, recuou US$ 1,81, fechando a sessão a US$ 105,07.

Pregão

Na máxima do dia, chegou a 187.920,77 pontos. Na mínima, marcou 184.758,66 pontos. O volume financeiro somou R$ 28,8 bilhões.

Desde que renovou as máximas históricas em meados do mês, o Ibovespa fechou no azul em apenas um pregão de dez sessões até a véspera, acumulando no período um declínio de 7%. A correção acompanhou a saída de investidores estrangeiros, que vinham sustentando as ações brasileiras.

No mês, o saldo ainda está positivo, em R$ 6,9 bilhões, conforme dados da B3 até o dia 28. Até o dia 15, porém, havia uma entrada líquida de R$ 14,6 bilhões.

Investidores continuaram monitorando o cenário geopolítico nesta sessão, quando o barril de petróleo sob o contrato Brent chegou a superar US$ 126, máxima desde março de 2022, antes de perder o fôlego e fechar com queda de 3,41%, a US$ 114,01.

Ainda na quarta-feira (29), o site de notícias Axios publicou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve receber informações nesta quinta-feira sobre os planos para uma série de novos ataques militares contra o Irã.

Nesta quinta-feira (30), o Irã afirmou que, se Washington renovar a agressão, responderá com “ataques longos e dolorosos” a posições dos EUA, complicando os planos de Washington para uma coalizão internacional para abrir o Estreito de Ormuz.

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subiu 1% com agentes também repercutindo números e perspectivas de grandes empresas de tecnologia.

A temporada de resultados de empresas de primeiro trimestre no Brasil também ocupou as atenções, incluindo os números de Suzano e Motiva, divulgados na véspera, assim como a decisão do Banco Central de cortar a taxa Selic na quarta-feira para 14,50% ao ano.

[Fonte Original]

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