No terceiro dia de julgamento da OpenAI e de seus principais líderes, Elon Musk, autor do processo, entrou em conflito com um advogado da OpenAI, segundo as agências internacionais. O dono da SpaceX e da Tesla manteve nesta quinta-feira (30) sua postura de declarações polêmicas, padrão adotado desde o primeiro dia de depoimentos.
Musk tem repetido as acusações e, desta vez, afirmou que o advogado William Savitt, fez perguntas tendenciosas com o objetivo de enganá-lo e ao júri. Em uma parte do interrogatório, Savitt perguntou a Musk sobre um depoimento anterior no qual ele afirmou que, contanto que os lucros dos investidores fossem limitados, a OpenAI não estaria violando os acordos para mantê-la como uma organização sem fins lucrativos. “Depende de quão alto for o limite”, respondeu Musk.
Savitt então perguntou: “Sua resposta de ontem não estava completa, certo?”. Em resposta, Musk disse: “Poucas respostas serão completas, especialmente se você me interromper o tempo todo”, informou a Associated Press. Ele acrescentou que, se o limite for “muito alto”, então a OpenAI “se tornará realmente uma empresa com fins lucrativos”.
Os advogados da OpenAI rejeitaram as alegações apresentadas no processo civil de Musk e afirmaram que nunca houve promessas de que a empresa permaneceria sem fins lucrativos para sempre.
O processo traz em seu bojo a história da startup criada em 2015, um investimento que se revelou acertado.
A inteligência artificial tornou-se transversal em todos os setores econômicos, na cadeia produtiva e na sociedade, enquanto o ChatGPT, da OpenAI, teve um crescimento meteórico a partir de 2023.
Mas o que esses empresários talvez não esperassem é que o sucesso da IA levasse a uma divisão profunda sobre o propósito da OpenAI e ao cenário beligerante que ajudou a afastar fundadores da companhia.
Por trás do julgamento que começou nesta terça-feira (28) estão os parâmetros que podem ajudar a moldar o futuro da inteligência artificial e aproximar a OpenAI de uma oferta pública de ações que elevaria seu valor para cerca de US$ 1 trilhão.
Outra batalha em curso envolve a Meta Platforms e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China. O órgão chinês frustrou o plano da dona do Facebook, Instagram e WhatsApp de comprar a startup de IA Manus.
A cada tentativa do presidente Donald Trump de sobrepujar a economia chinesa, o governo de Xi Jinping contra-ataca empresas americanas.
Além disso, o presidente Trump também enfrenta obstáculos na política doméstica. Em abril, obteve o maior índice de rejeição do seu segundo mandato (62%).
Os investidores, por sua vez, têm buscado proteção em ativos chineses.
Como reflexo desse movimento, as bolsas na Ásia alcançaram recordes, amparadas pelo otimismo com a inteligência artificial, o que ofuscou o impasse entre EUA e Irã.
Com essa e outras reflexões, acomode-se e aproveite a leitura!
Elon Musk contra Sam Altman
Por que Elon Musk, a pessoa mais rica do mundo, busca US$ 150 bilhões em indenizações da OpenAI e da Microsoft, uma de suas maiores investidoras?
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Esse é um dos panos de fundo do julgamento que opõe o magnata e Sam Altman. Competição, disputa de poder e rivalidade tendem a ganhar protagonismo no processo.
Musk também quer que a OpenAI volte a ser uma organização sem fins lucrativos, com a remoção de Altman e Greg Brockman de seus cargos de diretor-presidente e presidente da OpenAI, além da saída de Altman do conselho.
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O dono da SpaceX e da Tesla afirma que Altman e Brockman o traíram e ao público ao abandonar a missão da empresa de ser uma guardiã benevolente da IA para o benefício da humanidade.
Por outro lado, Musk, um dos sócios-fundadores da OpenAI, pode não ter apenas objetivos sociais no processo, pois deixou a empresa sem prever que poucos anos depois ela valeria US$ 852 bilhões.
China bloqueia aquisição da Manus pela Meta
O órgão de planejamento estatal da China bloqueou a compra da startup chinesa de inteligência artificial Manus pela Meta, ordenando o cancelamento do acordo.
Enquanto isso, Pequim e Washington disputam a supremacia em indústrias de ponta.
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A decisão da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China destaca o compromisso de Pequim em impedir que talentos e propriedades intelectuais de IA sejam adquiridos por entidades dos Estados Unidos.
O movimento não surpreende observadores, uma vez que Washington vem tentando dificultar o desenvolvimento de IA do país asiático. Para isso, impõe controles de exportação projetados para cortar o acesso a chips americanos.
Google assina acordo de IA secreta com o Pentágono
Nessa corrida entre as big techs, os caminhos dos setores privado e público permanecem fortemente entrelaçados.
O Google, da Alphabet, por exemplo, juntou-se a uma lista crescente de empresas de tecnologia ao firmar um acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O objetivo é usar seus modelos de IA em trabalhos sigilosos, informou o site The Information.
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Por esse acordo, o Pentágono poderá utilizar a IA do Google para “qualquer finalidade governamental legal”, segundo a reportagem.
A parceria acende um sinal de alerta para a OpenAI e a xAI, que também devem fornecer modelos de IA para uso secreto.
Para observadores, a OpenAI pode ter sido colocada de lado.
Demissões e apoio emocional, o paradoxo da IA
Enquanto as grandes empresas de tecnologia e até mesmo startups aceleram demissões, a própria inteligência artificial oferece apoio emocional no trabalho.
Empresas como Microsoft, Meta, Amazon, Oracle e Snap juntaram-se a outras companhias que promoveram cortes de postos de trabalho neste ano.
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A nova onda reflete a pressão de investidores sobre o retorno dos bilionários gastos de capital em infraestrutura de IA, anunciados pelas empresas.
Uma pesquisa com 1.545 trabalhadores nos Estados Unidos apontou que o uso da inteligência artificial no trabalho ultrapassa tarefas operacionais e avança sobre funções tipicamente humanas, como apoio emocional, aconselhamento de carreira e interação social.
Contudo, para quem busca emprego, o desafio é outro. De acordo com o Financial Times, os candidatos a uma vaga estão usando a IA de forma inadequada nas entrevistas por vídeo, mostrando-se cada vez mais ousados.
Por conseguinte, o ruído e a desconfiança estão levando algumas empresas a reavaliar sua abordagem de contratação e treinamento.
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