Durante o Consensus Miami, Adam Hollander, diretor de marketing da OpenSea, afirmou que a próxima onda dos NFTs deve ser impulsionada pela tokenização de ativos do mundo real, como cartas colecionáveis, relógios de luxo, ingressos digitais e itens de games, deixando para trás o perfil altamente especulativo que marcou o mercado nos últimos anos. As informações são do portal The Block.
“Faz todo sentido” que itens colecionáveis sejam tokenizados e negociados onchain, disse o executivo ao comentar o futuro da tecnologia. Segundo Hollander, os NFTs continuam sendo uma ferramenta eficiente para comprovar propriedade digital e física, apesar da forte queda de popularidade de coleções como Bored Apes e CryptoPunks após o boom de 2021 e 2022.
Na avaliação dele, o ciclo anterior acabou sendo dominado pela especulação financeira, com investidores tratando NFTs “mais como um cassino digital” do que como uma tecnologia com aplicações reais. Agora, a expectativa é que o setor avance para usos mais práticos e conectados ao cotidiano digital.
Entre os exemplos citados pelo executivo estão ativos tokenizados como cartas de Pokémon, relógios Rolex, ingressos para eventos e objetos digitais utilizados em jogos online. A proposta é utilizar blockchain para autenticar propriedade, facilitar negociações e ampliar a rastreabilidade desses itens.
Hollander também destacou que os avanços recentes em inteligência artificial podem acelerar esse novo ciclo dos NFTs. Segundo ele, as ferramentas de IA estão reduzindo barreiras para criação de arte digital, animações, jogos e outros conteúdos online. “Está cada vez mais fácil para praticamente qualquer pessoa criar coisas incríveis”, afirmou.
Além da expansão do mercado de ativos tokenizados, a OpenSea trabalha para transformar sua plataforma em um ambiente mais amplo de gestão de ativos digitais. O objetivo, segundo o executivo, é permitir que usuários concentrem NFTs, criptomoedas e colecionáveis de diferentes blockchains e carteiras em um único lugar.
A empresa também busca simplificar a experiência de novos usuários por meio de pagamentos em moeda fiduciária e exibição de preços em dólar, aproximando a navegação do padrão encontrado em plataformas tradicionais de e-commerce.
Hollander ainda comentou sobre o futuro lançamento do token SEA, ligado ao ecossistema da OpenSea. Sem divulgar prazos, afirmou que a empresa pretende evitar um lançamento puramente especulativo e priorizar a construção de um modelo de negócios sustentável antes da chegada do ativo ao mercado.
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