O apresentador Yuri Moraes entrou na conversa lembrando que o lanterninha, para muita gente, era a figura que “constrangia” quem não se comportava na sala.
Sadovski acrescentou que a função também era prática: ajudar o público a encontrar o lugar quando a sessão já começou e a sala está escura. Mas, para ele, o papel pode voltar com um perfil mais “treinado” e até “divertido”.
O lanterninha existia pra poder mostrar o lugar quando a sessão começou quando está escuro. Eu sou a favor de uma geração de lanterninhas que seja bem treinada e que seja uma coisa divertida também.
Roberto Sadovski
Ao lembrar sessões em que a plateia reage junto, ele citou a “catarse coletiva” em blockbusters e descreveu uma estreia de “O Senhor dos Anéis” em Los Angeles, com público fantasiado e participação pontual nos momentos de clímax.
Eu acho que tem uma diferença entre um público que está interagindo com o filme e um público mal educado. A gente foi ver Vingadores Ultimato e teve aquela catarse coletiva e é um sentimento emocional que dispara ali, eu não quero ir num filme que não tenha isso. (…) O pessoal fazia silêncio quando estava vendo o filme. E, nas horas de catástrofe, de elevação, de crescendo, o pessoal gritava, brincava junto e tal.
Roberto Sadovski
Para o crítico, a intervenção deve acontecer quando a atitude vira ruído para os outros,, como celular ligado fora de hora ou conversa alta. A partir daí, opinou o crítico, o lanterninha poderia ajudar a manter a sala funcionando.