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quarta-feira, junho 17, 2026

Adoção de Bombas Antifraude em postos cresce, mas tecnologia ainda enfrenta barreiras

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O número de postos com bomba antifraude subiu, mas a tecnologia ainda segue restrita. A lista passou de 137 para 139 estabelecimentos. Já a quantidade de bombas certificadas avançou de 341 para 367. Ou seja, houve crescimento, mas ele ainda é limitado diante da rotina de quem abastece com frequência.

Para o consumidor, esse dado importa porque combustível pesa no orçamento. Quando o motorista para no posto, ele espera receber exatamente o volume que está pagando. A nova geração de bombas medidoras tenta reforçar essa confiança por meio de recursos digitais, como criptografia e registros de eventos.

Ainda assim, a presença dessas bombas não é ampla. Em muitos locais, quando existem, aparecem em apenas uma ou duas unidades do posto. Por isso, mais do que saber que a tecnologia existe, o motorista precisa aprender a reconhecer os sinais de uma bomba regular antes de iniciar o abastecimento.

O que os novos números mostram

A atualização indica dois movimentos diferentes. O primeiro é o avanço no número de postos: foram adicionados 2 novos estabelecimentos à lista. O segundo é o crescimento maior na quantidade de bombas, com 26 equipamentos a mais.

Veja a mudança:

IndicadorAntesAgoraDiferença
Postos com bomba antifraude137139+2
Bombas antifraude certificadas341367+26

Esse contraste sugere que a expansão pode estar acontecendo também dentro de postos que já tinham a tecnologia. Em outras palavras, alguns estabelecimentos podem ter aumentado a quantidade de bombas certificadas, mesmo sem uma grande entrada de novos postos na lista.

O avanço é positivo, mas ainda exige atenção do consumidor. A existência de 367 bombas certificadas não significa que todo abastecimento será feito nesse tipo de equipamento. O motorista precisa olhar a bomba escolhida, e não apenas confiar que o posto possui alguma unidade moderna.

O que é uma bomba antifraude?

A bomba antifraude é uma bomba medidora de combustível certificada conforme o novo Regulamento Técnico Metrológico, conhecido como novo RTM. Esse regulamento trouxe regras mais modernas para dificultar adulterações e aumentar a segurança na medição.

A principal diferença está no controle eletrônico. As novas bombas usam mecanismos que ajudam a proteger os sinais enviados entre o medidor e o visor. De forma simples, é como se cada abastecimento tivesse uma espécie de “carimbo digital”, criado para impedir alterações escondidas no volume registrado.

Esse recurso busca combater fraudes como a chamada “bomba baixa”. Nessa prática, o consumidor paga por uma quantidade, mas recebe menos combustível do que o visor aparenta indicar. Por isso, a tecnologia antifraude não é apenas uma novidade técnica. Ela tem impacto direto no bolso.

Como saber se a bomba é certificada

Antes de abastecer, o motorista deve observar o painel da bomba. O equipamento certificado pelo novo sistema precisa apresentar selo visível. Esse selo ajuda o consumidor a identificar que aquela bomba atende às exigências do novo modelo.

Antes de autorizar o abastecimento, confira:

  • se há selo do Inmetro ou Ipem na bomba;
  • se o selo está visível no painel;
  • se o visor começa zerado;
  • se não há lacres rompidos ou aparência de violação;
  • se o frentista inicia o abastecimento somente depois da conferência;
  • se a bomba exibe mensagem ou símbolo de confirmação ao final.

Esse cuidado não exige conhecimento técnico. É uma checagem rápida. O consumidor só precisa criar o hábito de olhar a bomba com atenção.

Durante o abastecimento, acompanhe o processo

Muitos motoristas abastecem sem sair do carro. Outros ficam no celular enquanto o serviço é feito. Essa distração pode impedir que a pessoa perceba detalhes importantes.

O mais seguro é acompanhar o abastecimento do começo ao fim. Observe se o visor estava zerado antes do início. Veja se o valor e o volume aumentam de forma normal. Ao final, confira o total mostrado na bomba e peça a nota fiscal, especialmente em abastecimentos de valor alto.

Não se trata de desconfiar de todo posto ou de todo frentista. É apenas uma atitude de proteção. O abastecimento é uma compra, e o consumidor tem direito de acompanhar o serviço que está pagando.

Atenção ao visor após o bico voltar para a bomba

Nas bombas certificadas pelo sistema antifraude, o visor pode exibir uma mensagem ou símbolo indicando que a criptografia está ativa. Esse aviso costuma aparecer ao final do abastecimento, depois que o bico é recolocado no equipamento.

O detalhe é que alguns modelos exibem essa informação por pouco tempo. Em certos casos, a mensagem pode ficar visível por apenas alguns segundos. Por isso, vale olhar o painel assim que o abastecimento terminar.

Esse é um ponto importante para transformar a informação em prática. Não basta saber que a bomba tem tecnologia antifraude. O consumidor precisa observar o equipamento no momento certo.

Bomba antiga ainda pode ser confiável?

Sim. Uma bomba antiga não deve ser tratada automaticamente como irregular. Muitas bombas fabricadas conforme regras anteriores continuam em funcionamento e podem operar corretamente, desde que estejam aprovadas, lacradas e dentro da verificação exigida.

O consumidor deve procurar o selo de verificação do Inmetro ou Ipem, com ano corrente ou até subsequente. Esse selo indica que a bomba passou por inspeção recente.

A diferença é que a bomba antifraude adiciona uma camada tecnológica de proteção. Já a bomba antiga depende das verificações, lacres e demais controles metrológicos tradicionais. As duas situações pedem atenção, mas não significam a mesma coisa.

O que fazer se desconfiar de problema

Se algo parecer errado, o consumidor deve reunir informações antes de denunciar. Quanto mais detalhes, maior a chance de apuração.

Anote ou fotografe, se possível:

  • nome e endereço do posto;
  • número da bomba;
  • tipo de combustível;
  • data e horário;
  • valor pago;
  • quantidade indicada no visor;
  • foto do selo;
  • nota fiscal.

A nota fiscal é uma proteção importante. Ela comprova a compra e facilita qualquer reclamação posterior. Se o posto se recusar a emitir o documento, esse comportamento também merece atenção.

Por que essa tecnologia ainda é importante para o consumidor

A alta no número de bombas certificadas mostra que o sistema antifraude está avançando. Porém, a evolução ainda é gradual. O consumidor não pode presumir que toda bomba já tem a nova tecnologia.

Por isso, o melhor caminho é combinar informação com hábito. Antes de abastecer, olhe o selo. Durante o abastecimento, acompanhe o visor. Ao final, confira a mensagem da bomba, quando houver. E sempre que possível, guarde a nota fiscal.

Essas atitudes simples ajudam a reduzir riscos e fortalecem a cultura de fiscalização pelo próprio consumidor.

Conclusão

O aumento de 137 para 139 postos com bomba antifraude e de 341 para 367 bombas certificadas mostra que a tecnologia está ganhando espaço, mas ainda de forma limitada. A novidade representa mais segurança contra adulterações digitais, mas ainda não está presente em todos os abastecimentos.

Na próxima vez que parar em um posto, não abasteça no automático. Confira o selo, veja se o visor começa zerado, acompanhe o processo e observe o painel ao final. Esse cuidado leva poucos segundos e pode proteger seu dinheiro.

[Fonte Original]

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