O número de postos com bomba antifraude subiu, mas a tecnologia ainda segue restrita. A lista passou de 137 para 139 estabelecimentos. Já a quantidade de bombas certificadas avançou de 341 para 367. Ou seja, houve crescimento, mas ele ainda é limitado diante da rotina de quem abastece com frequência.
Para o consumidor, esse dado importa porque combustível pesa no orçamento. Quando o motorista para no posto, ele espera receber exatamente o volume que está pagando. A nova geração de bombas medidoras tenta reforçar essa confiança por meio de recursos digitais, como criptografia e registros de eventos.
Ainda assim, a presença dessas bombas não é ampla. Em muitos locais, quando existem, aparecem em apenas uma ou duas unidades do posto. Por isso, mais do que saber que a tecnologia existe, o motorista precisa aprender a reconhecer os sinais de uma bomba regular antes de iniciar o abastecimento.
O que os novos números mostram
A atualização indica dois movimentos diferentes. O primeiro é o avanço no número de postos: foram adicionados 2 novos estabelecimentos à lista. O segundo é o crescimento maior na quantidade de bombas, com 26 equipamentos a mais.
Veja a mudança:
| Indicador | Antes | Agora | Diferença |
|---|---|---|---|
| Postos com bomba antifraude | 137 | 139 | +2 |
| Bombas antifraude certificadas | 341 | 367 | +26 |
Esse contraste sugere que a expansão pode estar acontecendo também dentro de postos que já tinham a tecnologia. Em outras palavras, alguns estabelecimentos podem ter aumentado a quantidade de bombas certificadas, mesmo sem uma grande entrada de novos postos na lista.
O avanço é positivo, mas ainda exige atenção do consumidor. A existência de 367 bombas certificadas não significa que todo abastecimento será feito nesse tipo de equipamento. O motorista precisa olhar a bomba escolhida, e não apenas confiar que o posto possui alguma unidade moderna.
O que é uma bomba antifraude?
A bomba antifraude é uma bomba medidora de combustível certificada conforme o novo Regulamento Técnico Metrológico, conhecido como novo RTM. Esse regulamento trouxe regras mais modernas para dificultar adulterações e aumentar a segurança na medição.
A principal diferença está no controle eletrônico. As novas bombas usam mecanismos que ajudam a proteger os sinais enviados entre o medidor e o visor. De forma simples, é como se cada abastecimento tivesse uma espécie de “carimbo digital”, criado para impedir alterações escondidas no volume registrado.
Esse recurso busca combater fraudes como a chamada “bomba baixa”. Nessa prática, o consumidor paga por uma quantidade, mas recebe menos combustível do que o visor aparenta indicar. Por isso, a tecnologia antifraude não é apenas uma novidade técnica. Ela tem impacto direto no bolso.
Como saber se a bomba é certificada
Antes de abastecer, o motorista deve observar o painel da bomba. O equipamento certificado pelo novo sistema precisa apresentar selo visível. Esse selo ajuda o consumidor a identificar que aquela bomba atende às exigências do novo modelo.
Antes de autorizar o abastecimento, confira:
- se há selo do Inmetro ou Ipem na bomba;
- se o selo está visível no painel;
- se o visor começa zerado;
- se não há lacres rompidos ou aparência de violação;
- se o frentista inicia o abastecimento somente depois da conferência;
- se a bomba exibe mensagem ou símbolo de confirmação ao final.
Esse cuidado não exige conhecimento técnico. É uma checagem rápida. O consumidor só precisa criar o hábito de olhar a bomba com atenção.
Durante o abastecimento, acompanhe o processo
Muitos motoristas abastecem sem sair do carro. Outros ficam no celular enquanto o serviço é feito. Essa distração pode impedir que a pessoa perceba detalhes importantes.
O mais seguro é acompanhar o abastecimento do começo ao fim. Observe se o visor estava zerado antes do início. Veja se o valor e o volume aumentam de forma normal. Ao final, confira o total mostrado na bomba e peça a nota fiscal, especialmente em abastecimentos de valor alto.
Não se trata de desconfiar de todo posto ou de todo frentista. É apenas uma atitude de proteção. O abastecimento é uma compra, e o consumidor tem direito de acompanhar o serviço que está pagando.
Atenção ao visor após o bico voltar para a bomba
Nas bombas certificadas pelo sistema antifraude, o visor pode exibir uma mensagem ou símbolo indicando que a criptografia está ativa. Esse aviso costuma aparecer ao final do abastecimento, depois que o bico é recolocado no equipamento.
O detalhe é que alguns modelos exibem essa informação por pouco tempo. Em certos casos, a mensagem pode ficar visível por apenas alguns segundos. Por isso, vale olhar o painel assim que o abastecimento terminar.
Esse é um ponto importante para transformar a informação em prática. Não basta saber que a bomba tem tecnologia antifraude. O consumidor precisa observar o equipamento no momento certo.
Bomba antiga ainda pode ser confiável?
Sim. Uma bomba antiga não deve ser tratada automaticamente como irregular. Muitas bombas fabricadas conforme regras anteriores continuam em funcionamento e podem operar corretamente, desde que estejam aprovadas, lacradas e dentro da verificação exigida.
O consumidor deve procurar o selo de verificação do Inmetro ou Ipem, com ano corrente ou até subsequente. Esse selo indica que a bomba passou por inspeção recente.
A diferença é que a bomba antifraude adiciona uma camada tecnológica de proteção. Já a bomba antiga depende das verificações, lacres e demais controles metrológicos tradicionais. As duas situações pedem atenção, mas não significam a mesma coisa.
O que fazer se desconfiar de problema
Se algo parecer errado, o consumidor deve reunir informações antes de denunciar. Quanto mais detalhes, maior a chance de apuração.
Anote ou fotografe, se possível:
- nome e endereço do posto;
- número da bomba;
- tipo de combustível;
- data e horário;
- valor pago;
- quantidade indicada no visor;
- foto do selo;
- nota fiscal.
A nota fiscal é uma proteção importante. Ela comprova a compra e facilita qualquer reclamação posterior. Se o posto se recusar a emitir o documento, esse comportamento também merece atenção.
Por que essa tecnologia ainda é importante para o consumidor
A alta no número de bombas certificadas mostra que o sistema antifraude está avançando. Porém, a evolução ainda é gradual. O consumidor não pode presumir que toda bomba já tem a nova tecnologia.
Por isso, o melhor caminho é combinar informação com hábito. Antes de abastecer, olhe o selo. Durante o abastecimento, acompanhe o visor. Ao final, confira a mensagem da bomba, quando houver. E sempre que possível, guarde a nota fiscal.
Essas atitudes simples ajudam a reduzir riscos e fortalecem a cultura de fiscalização pelo próprio consumidor.
Conclusão
O aumento de 137 para 139 postos com bomba antifraude e de 341 para 367 bombas certificadas mostra que a tecnologia está ganhando espaço, mas ainda de forma limitada. A novidade representa mais segurança contra adulterações digitais, mas ainda não está presente em todos os abastecimentos.
Na próxima vez que parar em um posto, não abasteça no automático. Confira o selo, veja se o visor começa zerado, acompanhe o processo e observe o painel ao final. Esse cuidado leva poucos segundos e pode proteger seu dinheiro.