Quem atravessa os portões da Quinta da Boa Vista nesta semana encontra um Museu Nacional ainda cercado por andaimes, mas cada vez mais próximo de reencontrar seu público. Com 75% das fachadas restauradas, 80% dos telhados refeitos e dois novos espaços expositivos abertos à visitação, o antigo Paço de São Cristóvão começa a revelar o museu que surgirá das cinzas do incêndio de 2018. Enquanto as exposições inéditas “Bastidores da Ciência” e “Rescaldo das Memórias” aproximam o público do processo de reconstrução, a instituição avança para uma nova fase: quando reabrir integralmente, em 2029, terá uma área expositiva três vezes maior do que a existente antes da tragédia, alcançando sete mil metros quadrados e reunindo tecnologia, acessibilidade, pesquisa e preservação histórica em um mesmo projeto.
Mais do que recuperar um dos prédios históricos mais importantes do país, a reconstrução do Museu Nacional pretende redefinir a experiência dos visitantes e fortalecer o papel da instituição como centro de pesquisa, educação e produção de conhecimento.
De acordo com o diretor do Museu Nacional/UFRJ, Ronaldo Fernandes, o novo museu permitirá que o público conheça não apenas os acervos, mas também os bastidores da ciência produzida na instituição.
— O público terá acesso não apenas aos acervos, mas também à história do próprio edifício, aos processos científicos e às descobertas arqueológicas realizadas durante a reconstrução — explica Fernandes.