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O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira, 02/07/2026, está cotado em R$ 308.686,19. Os touros mostraram uma reação e conseguiram elevar o preço do BTC em quase 5%, devolvendo o ativo para mais de US$ 61 mil.
André Franco, CEO da Boost Research, aponta que o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, disse durante o fórum anual de bancos centrais do BCE em Sintra, Portugal, que “os riscos de inflação diminuíram”, frase que bastou para religar o apetite por risco global nesta quarta-feira. O ouro subiu para perto de US$4.115 depois de fechar o pior trimestre em treze anos, mas os juros do Treasury de 10 anos ainda assim subiram para 4,46%, sinal de que o mercado de renda fixa segue precificando juros altos por mais tempo.
Além disso, Warsh evitou sinalizar a próxima decisão do Fed, marcada para 28 e 29 de julho, dizendo que o comitê vai pesar os dados que ainda chegam antes de decidir, com isso o BTC retomou o patamar psicológico de US$ 60.000 pela primeira vez em mais de uma semana, depois de rondar os US$ 58.000 na virada do semestre, e o movimento contaminou o resto do mercado: Ether subiu cerca de 3%, para perto de US$ 1.630, e Solana avançou perto de 4% no dia.
“Apesar da recuperação de preço, os ETFs à vista de bitcoin nos Estados Unidos ainda registraram saída líquida de aproximadamente US$296 milhões só no dia 1º de julho, o que sugere que o movimento tem mais cara de fechamento de posições vendidas do que de retomada de fluxo institucional. A faixa provável de oscilação de curtíssimo prazo fica entre US$ 58.000 e US$ 62.000, com rompimento sustentado acima de US$ 61.000 a US$ 62.000 abrindo caminho para US$ 65.000, e perda do suporte reabrindo a região de US$ 57.000 a US$ 58.000”, disse.
Por que o preço do Bitcoin subiu hoje?
A alta ocorreu depois que o mercado interpretou falas do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, como um sinal de menor pressão inflacionária nos Estados Unidos. Durante o fórum do Banco Central Europeu em Sintra, Warsh afirmou que as expectativas e os riscos de inflação caíram nas últimas semanas.
Esse comentário reduziu parte do medo de uma postura ainda mais dura do Fed e favoreceu ativos de risco, como ações, criptomoedas e ouro. Para o Bitcoin, o movimento teve impacto imediato. Como o BTC não paga juros, ele costuma sofrer quando os rendimentos dos títulos americanos sobem.
Por outro lado, quando o mercado enxerga menor pressão sobre os juros, investidores voltam a buscar ativos mais arriscados e de maior volatilidade. Além do Fed, o mercado também reagiu à melhora do cenário geopolítico no Oriente Médio.
Os Estados Unidos e o Irã encerraram uma rodada de conversas indiretas em Doha, no Catar, com foco no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz e no desbloqueio de recursos iranianos.
O Ministério das Relações Exteriores do Catar afirmou que as discussões apresentaram “progresso positivo”, embora não tenham produzido um acordo definitivo. A notícia reduziu o temor de novas interrupções no fornecimento global de energia e pressionou o petróleo para baixo.
Com o petróleo mais fraco, investidores passaram a enxergar menor risco inflacionário. Isso reforçou a leitura de que o Fed poderia ter menos espaço político para elevar juros de forma agressiva.
Esse cenário favoreceu o Bitcoin, que vinha pressionado por uma combinação de dólar forte, vendas institucionais e receio de aperto monetário. Ainda assim, o quadro segue frágil. A Reuters destacou que o Estreito de Ormuz continua em situação instável, apesar da retomada parcial do tráfego.
A recomposição ganhou força com aumento de volume, avanço no interesse em contratos futuros e retorno das taxas de financiamento para terreno positivo. Esse conjunto indica que parte dos traders voltou a montar posições compradas, apostando em continuidade da recuperação no curto prazo.
O próximo ponto observado pelo mercado fica perto de US$ 61.800. Uma sustentação acima dessa região pode acelerar liquidações de posições vendidas. Mesmo assim, analistas ainda tratam o movimento como um repique dentro de uma tendência mais pressionada.
Dados da SoSoValue citados pela KuCoin mostram que os ETFs spot de Bitcoin tiveram saída líquida de cerca de US$ 295 milhões em 1º de julho, no décimo dia consecutivo de retiradas. O IBIT, da BlackRock, respondeu pela maior parte da pressão, com saída de US$ 219 milhões no dia. Por isso, o mercado acompanha dois gatilhos principais agora: a defesa do suporte em US$ 60.655 e o comportamento dos fluxos dos ETFs.
Se o BTC sustentar a recuperação e os ETFs voltarem a registrar entradas, compradores podem tentar levar o preço para regiões mais altas. No entanto, se as saídas continuarem, o Bitcoin pode perder força novamente e voltar a testar a mínima recente perto de US$ 58.000.
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O relatório de empregos dos Estados Unidos também pode aumentar a volatilidade. O BLS marcou a divulgação dos dados de junho para esta quinta-feira, 2 de julho, às 8h30 no horário de Nova York.
Na véspera, a ADP informou criação de 98 mil vagas privadas em junho, enquanto o ISM mostrou queda do PMI industrial para 53,3 e recuo do índice de preços pagos para 73.
Esses números reforçaram a leitura de desaceleração moderada, mas ainda não eliminam o risco de novas altas de juros.
Bitcoin análise técnica
De acordo com o analista Manish Chhetri, destaca que apesar da alta o BTC mantém uma tendência de baixa, estando firmemente abaixo das médias móveis exponenciais (EMAs) de 50, 100 e 200 dias, em US$ 66.170, US$ 69.972 e US$ 75.913, respectivamente.
Segundo ele, o indicador MACD (Convergência/Divergência de Médias Móveis) voltou a apresentar valores positivos, sugerindo algumas tentativas de recuperação. No entanto, o Índice de Força Relativa (IFR) em torno de 40 ainda indica um ímpeto moderado, reforçando a ideia de que as altas provavelmente serão limitadas pela oferta, em vez de iniciarem uma tendência de alta sustentada.
Na parte superior, a primeira barreira importante surge no nível horizontal recente próximo a US$ 64.004, à frente da EMA de 50 dias em US$ 66.170, que se alinha com um conjunto mais amplo de resistências dinâmicas, incluindo a EMA de 100 dias em US$ 69.972 e a EMA de 200 dias em US$ 75.913. Um limite estrutural mais distante é observado em US$ 84.410. Por outro lado, a incapacidade de recuperar a área de US$ 64.000 deixaria o BTC vulnerável a uma nova pressão visando o nível psicológico chave de US$ 55.000.

Portanto, o preço do Bitcoin em 02 de julho de 2026 é de R$ 322.195,86. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0032 BTC e R$ 1 compram 0,0000032 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 02 de julho de 2026, são: Memecore (M), Audiera (BEAT) e Light (LIT), com altas de 82%, 22%, e 14%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 02 de julho de 2026, são: Stable (STABLE), Canton (CC) e Worldcoin (WLD), com quedas de -8%, -5% e -4% respectivamente.