O modelo Fable 5 da Anthropic é muito poderoso. Os poucos minutos que eu consegui usar -até meus créditos esgotarem– foram surpreendentes na capacidade. Eu tinha alguns problemas que eu estava tentando resolver já há algum tempo com o Opus, que é o outro modelo que está disponível para todo mundo. Ele conseguiu identificar e encontrar qual era o problema nessa migração que eu estava fazendo entre duas tecnologias. Me surpreendeu.
Diogo Cortiz
Cortiz diz que recorreu ao Fable 5 para adaptar um código usado em um experimento que identifica emoções em língua portuguesa em diferentes modelos de IA. A tarefa, segundo ele, travava na portabilidade dos dados de uma tecnologia para outra.
Era só para fazer um teste rápido, para ver qual era a capacidade, se ele identificava quais eram os gargalos. Em questão de 30 minutos, ele achou qual era o gargalo que a gente estava tentando resolver. Só que foi uma interação e acabou. Não acabou porque o Trump tirou [do ar]; acabou o nosso acesso
Diogo Cortiz
O pesquisador também descreve uma diferença prática entre chatbots “de conversa” e modelos mais avançados, orientados a resolver problemas. A potência do Fable 5 aparece quando a tarefa exige várias etapas e pode se estender por horas ou dias.
Esses modelos mais de fronteira são orientados muito para resolução de problemas, não para ficar de conversinha. Ele consegue executar, junto com ferramentas a que se conecta, tarefas muito complexas que podem demorar horas e talvez dias. Você coloca o modelo e ele vai executando, se conectando, gerando um código, executa aquele código, se conecta a outra API e ele vai se reconfigurando nessa etapa.
Diogo Cortiz
Para Helton, a estratégia da Anthropic ao anunciar o Mythos -e depois limitar o acesso- ajudou a criar uma demanda enorme por algo que quase ninguém podia testar. Para ele, a ordem de Trump reforçou essa mística, às vésperas de a empresa começar a oferecer suas ações na Bolsa.