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terça-feira, agosto 11, 2026

Bolsas de NY rondam estabilidade com petróleo em alta e CPI no radar

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As bolsas de Nova York rondam a estabilidade, após os ganhos firmes da semana passada, com perdas no setor de tecnologia e pressão da alta dos preços do petróleo. A commodity acelerou os ganhos de mais cedo e sobe cerca de 3%, diante das incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. Investidores também aguardam dados econômicos relevantes dos Estados Unidos ao longo da semana, como o índice de preços ao consumidor (CPI), que deve fornecer pistas sobre o caminho da política monetária do Federal Reserve (Fed).

Por volta de 13h20 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,07%, a 54.001,32 pontos; o S&P 500 avançava 0,11%, a 7.766,56 pontos e o do Nasdaq Composto tinha queda de 0,06%, a 26.674,01 pontos. As ações da Intel caíam 3,36%, após a empresa anunciar uma oferta de US$ 15 bilhões em ações ordinárias, e as da Nvidia recuavam 2%.

Nos mercados de commodities, o petróleo Brent para entrega em outubro subia 3,66% a US$ 86,60 por barril, e o WTI para setembro ganhava 3,61% a US$ 81,00. O Irã disse que um acordo com Omã está “muito próximo”, ao mesmo tempo em que renova as exigências aos Estados Unidos antes da reabertura do Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump afirmou que o governo americano está “agindo com discrição” e gerando pressão econômica no Irã. Ao mesmo tempo, os houthis atacaram uma refinaria na Arábia Saudita.

“Os mercados permanecem instáveis em meio à incerteza contínua sobre a transição pelo Estreito de Ormuz e suas implicações para os mercados de energia e a inflação”, diz o Commerzbank, em nota. O banco pontua que, embora um acordo entre Irã e Omã possa estar próximo, o Irã enfatizou recentemente que qualquer acordo não levaria a uma reabertura imediata, e que as negociações diretas com os Estados Unidos parecem improváveis por enquanto. Os ataques na Arábia Saudita no fim de semana complicaram ainda mais a situação.

Na frente de dados, o foco dos investidores estará concentrado na inflação americana. Na quarta-feira, será divulgado o CPI e, na quinta-feira, o índice de preços ao produtor (PPI). Já na sexta-feira, os dados de vendas no varejo complementarão a leitura sobre o nível de atividade e consumo das famílias nos Estados Unidos, ajudando a calibrar as expectativas para a política monetária do Fed, diz o coordenador de alocação e inteligência da Avenue, Bruno Yamashita.

Na semana passada, os números do relatório de empregos conhecido como “payroll” vieram abaixo das expectativas e também mostraram uma desaceleração em relação aos meses anteriores, reforçando a percepção de que a economia americana está perdendo ritmo de forma gradual. “Esse cenário reduziu as apostas de que o Fed precisará manter uma postura mais restritiva nas próximas reuniões, deslocando agora a atenção do mercado para os indicadores de inflação”, diz Yamashita.

Após as quedas de sexta-feira, os rendimentos de Treasuries avançam no pregão de hoje. A taxa da T-note de dois anos subia a 4,243%, de 4,206% no fechamento anterior, enquanto o da T-note de dez anos avançava de 4,651% a 4,694%. Na ponta longa, a taxa do T-bond de 30 anos tinha alta a 5,234%, de 5,203%.

O dólar no exterior, que também caiu após o “payroll”, opera em alta. O índice DXY – que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos – avançava 0,16% a 99,70 pontos. O dólar subia 0,65% contra a moeda japonesa, negociado a 158,93 ienes. A moeda japonesa devolveu parte dos ganhos da intervenção cambial do Japão e dos Estados Unidos, mas permanece distante da mínima histórica de 164 ienes do fim do mês passado.

[Fonte Original]

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