iPhone a R$ 30 mil? Em Bitcoin, novo celular da Apple está mais barato que nunca

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O preço do iPhone subiu muito no Brasil nos últimos anos, com o modelo mais recente, lançado nesta semana pela Apple, partindo da casa de R$ 12 mil e podendo chegar a R$ 30 mil. Há 16 anos, o aparelho, que ainda estava na geração 4, custava R$ 1.799. Mas se o susto é grande quando olhamos essa evolução do preço em reais, para quem investe e usa Bitcoin, o iPhone hoje está mais barato.

Na última quarta-feira (9), a Apple anunciou sua nova linha, que deixou de lado o modelo base e que agora conta apenas com o iPhones 18 Pro, 18 Pro Max e a novidade, o dobrável iPhone Duo. O iPhone 18 Pro parte de R$ 11.999, o 18 Pro Max de R$ 12.999 e o Duo de R$ 21.999 (que pode chegar a R$ 30.999 na versão mais potente). Em relação ao iPhone 4, isso representa altas de 567%, 623% e 1.123%, respectivamente.

O avanço ajuda a explicar por que a percepção de encarecimento do aparelho é tão forte para o consumidor local, especialmente em um intervalo de 15 anos marcado por inflação, câmbio mais fraco e mudança no posicionamento da própria Apple, que passou a vender modelos premium por preços cada vez mais altos.

Agora quando usamos o Bitcoin como base para o preço, a diferença é gritante. No lançamento do iPhone 4, eram necessários cerca de 11.980 BTC para comprar o aparelho. No caso do novo iPhone 18 Pro, o custo equivale a cerca de 0,015 BTC. No meio do caminho, essa proporção caiu de forma expressiva: passou por 52,9 BTC no iPhone 5, 1,64 BTC no iPhone 6, 1,07 BTC no iPhone 7 e chegou a níveis abaixo de 0,1 BTC nos modelos mais recentes.

A queda não foi linear. Em alguns anos, como no iPhone 14 e no iPhone 15, o custo em BTC voltou a subir em relação à geração anterior, refletindo a volatilidade da criptomoeda. Mesmo assim, a tendência de longo prazo é clara: o iPhone ficou muito mais barato quando medido em Bitcoin.

Em dólares, alta foi menor

A comparação em dólar mostra um aumento bem menos agressivo do que em reais. O iPhone 4 custava US$ 599 nos Estados Unidos em 2010. Já o iPhone 18 Pro aparece no levantamento a US$ 1.199. Na prática, o preço em dólar dobrou.

Entre o iPhone 4 e o iPhone 17, que é o último modelo base antes da nova geração usada no comparativo, a alta foi menor: de US$ 599 para US$ 799, avanço de cerca de 33%. O salto maior aparece quando a régua passa para o iPhone 18 Pro, um aparelho de linha superior.

Essa diferença ajuda a explicar por que o aumento parece mais forte no Brasil. Além da estratégia global de preços da Apple, o preço local também reflete câmbio, impostos, margens e decisões comerciais específicas do mercado brasileiro. Por isso, o mesmo produto pode parecer relativamente estável em dólar, mas muito mais caro em reais.

A régua do Bitcoin muda tudo

Mais do que mostrar a corrosão do poder de compra e o impacto do câmbio, inflação e outros fatores econômicos, essa comparação reforça a importância do Bitcoin como uma reserva de valor.

Em reais, o consumidor brasileiro precisa desembolsar muito mais dinheiro para comprar um iPhone novo do que precisava em 2010. Em dólares, o preço também subiu, mas em ritmo menor. Em Bitcoin, no entanto, o custo caiu de forma drástica: de 11.980 BTC para 0,015 BTC.

Isso significa que os mesmos bitcoins necessários para comprar um iPhone 4 em 2010 hoje comprariam quase 800 mil iPhones 18 Pro.

O iPhone, portanto, ficou mais caro em dinheiro tradicional, especialmente para o consumidor brasileiro, enquanto o Bitcoin ganhou poder de compra em uma escala difícil de comparar com moedas fiduciárias. Para defensores da criptomoeda, é esse o principal argumento: ao longo do tempo, ativos escassos podem preservar valor melhor do que moedas sujeitas à inflação e à perda de poder de compra.

Isso não quer dizer que o consumidor deva investir todo seu patrimônio em Bitcoin, até porque essa valorização veio de uma trajetória marcada por fortes quedas também, mas como ativo de longo prazo, ele tem sido cada vez mais relevante em uma carteira de investimentos.

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