20.3 C
Brasília
sexta-feira, abril 17, 2026

Dólar Fecha Mais um Dia Abaixo de R$ 5,00 e Petrobras Atenua Queda do Ibovespa

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira (16), em mais um pregão de ajustes após renovar recordes no começo da semana, mas o movimento foi atenuado pelo desempenho robusto de Petrobras, em meio ao avanço do petróleo e assembleia de acionistas.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,46%, a 196.818,59 pontos, tendo marcado 198.586,57 pontos na máxima e 196.353,98 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somou R$30,6 bilhões.

Foi a segunda queda seguida, após o Ibovespa renovar suas máximas na terça-feira, quando ultrapassou pela primeira vez o patamar dos 199 mil pontos no melhor momento do pregão.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou com acréscimo de 0,26%, renovando sua máxima histórica, em meio a apostas de que o pior do conflito no Oriente Médio pode ter ficado para trás.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira que o Líbano e Israel concordaram com um cessar-fogo de 10 dias e disse que a próxima reunião entre os EUA e o Irã pode ocorrer no fim de semana, referendando expectativas de que aguerra com o Irã pode estar perto do fim.

No noticiário brasileiro, um dos holofotes voltou-se para o IBC-Br,considerado um sinalizador do PIB, que registrou alta de 0,6% em fevereiro ante janeiro, acima da expectativa em pesquisa da Reuters de acréscimo de 0,47%.

Destaque:

  • PETROBRAS PN subiu 3,6%, endossada pelo avanço do petróleo no exterior, com o barril sob o contrato Brent fechando negociado com acréscimo de 4,7%. A sessão também foi marcada por assembleia de acionistas da estatal, que elegeram composição de seu conselho de administração para o próximo mandato, em movimento que mudou 4 dos 11 membros do colegiado, incluindo o novo presidente Guilherme Santos Mello.

Dólar

Em mais um dia de espera pelo desfecho das conversas entre EUA e Irã, o dólar encerrou o dia estável ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana tinha sinais mistos ante outras divisas de países emergentes.

O dólar à vista fechou o dia com variação positiva de apenas 0,01%, aos R$4,9934.

No ano, a divisa passou a acumular baixa de 9,03% ante o real.

Ao longo do dia, investidores ao redor do mundo reagiram ao noticiário sobre a guerra e seus ruídos.

Fontes iranianas disseram à Reuters que os negociadores de EUA e Irã reduziram suas ambições em relação a um acordo de paz abrangente, após as conversas do último fim de semana, em Islamabad, não terem avançado. Os dois países estariam agora buscando um memorando temporário para evitar o retorno do conflito no curto prazo.

À tarde, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel — também envolvidos nos conflitos que se espalharam pelo Oriente Médio — e disse que a próxima reunião entre norte-americanos e iranianos pode ocorrer no fim de semana.

Neste cenário, o dólar à vista oscilou em margens estreitas no Brasil, entre a mínima de R$4,9855 (-0,14%) às 9h46 e a máxima de R$5,0154 (+0,45%) às 11h56.

No exterior, o dólar subia no fim da tarde ante o peso chileno e o rand sul-africano, mas caía ante o peso colombiano e a rupia indiana, em um sinal de que o noticiário sobre a guerra não trouxe gatilhos fortes para definir uma tendência única.

No Brasil, profissionais ouvidos pela Reuters nos últimos dias têm pontuado que, ao ceder abaixo dos R$5,00, o dólar ficou com menos espaço para continuar a trajetória de queda.

“O investidor estrangeiro olha muito menos para o mercado interno. Ele está menos sensível às eleições e ao rombo fiscal, na comparação com o investidor local. Isso acaba fortalecendo o fluxo estrangeiro”, comentou Nicolas Gomes, especialista de câmbio da Manchester Investimentos, ao avaliar os recuos recentes da moeda norte-americana.

“Mas o dólar está muito próximo de um fundo. Nós não vemos muito mais espaço para cair, e deve ocorrer uma reversão até o fim do ano, até pelo cenário interno, de eleições”, acrescentou.

S&P 500 e Nasdaq

O índice de referência S&P 500 e o Nasdaq, de alta tecnologia, subiram modestamente, atingindo recordes de fechamento pelo segundo dia consecutivo, com o otimismo de que o pior do conflito no Oriente Médio havia passado, depois que Israel concordou com um cessar-fogo temporário com o Líbano e o presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que os EUA e o Irã poderiam se reunir novamente no fim de semana.

Mas os negócios ficaram voláteis depois que Trump anunciou o cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Líbano e disse aos repórteres que o Irã havia se oferecido para não ter armas nucleares por mais de 20 anos. Mais cedo, a Bloomberg citou autoridades do Golfo Pérsico e da Europa dizendo que os EUA precisam de cerca de seis meses para chegar a um acordo com o Irã.

“Os mercados estão flutuando entre manchetes mais positivas e ligeiramente neutras”, disse Chris Zaccarelli, diretor de investimentos da Northlight Asset Management, em Charlotte, Carolina do Norte, observando que, no último mês e meio, “as negociações têm sido todas sobre a guerra contra o Irã”.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,24%, para terminar em 7.040,09 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 0,34%, para 24.097,00 pontos. O Dow Jones Industrial Average subiu 0,21%, para 48.565,09 pontos.

O Nasdaq e o S&P 500 atingiram recordes intradiários. O ganho do Nasdaq representou seu 12º avanço consecutivo, sua mais longa sequência de altas desde julho de 2009.

[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img