Os principais índices de ações da Europa fecharam em direções opostas nesta quinta-feira (21), com pressão dos preços do petróleo, enquanto investidores acompanham cautelosos os desdobramentos das negociações entre os Estados Unidos e o Irã para acabar com a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz. Apesar de certo progresso nos últimos dias, a notícia de que as autoridades iranianas não estariam dispostas a abrir mão do urânio enriquecido em seu território esfriaram o otimismo de que um acordo poderia estar proximo.
No fechamento, o índice pan-europeu Stoxx 600 teve alta de 0,23%, aos 621,74 pontos, o FTSE 100, da Bolsa de Londres, subiu 0,11%, aos 10.443,47 pontos, o DAX, de Frankfurt, caiu 0,53%, aos 24.606,77 pontos, e o CAC 40, de Paris, teve queda de 0,39%, aos 8.086 pontos.
O Irã afirmou nesta quinta-feira que a última proposta de paz dos Estados Unidos reduziu parcialmente a distância entre ambos os lados. No entanto, segundo a agência de notícias Reuters, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, teria determinado que o urânio enriquecido a níveis militares deveria permanecer no país, representando um obstáculo importante para as negociações, dado que essa tem sido uma das principais exigências das autoridades americanas.
No cenário macroeconômico, os dados preliminares do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, que abrange informações dos setores industrial e de serviços, caiu de 48,8 em abril para 47,5 na leitura preliminar de maio. O resultado ficou abaixo de 50 pelo segundo mês consecutivo, sinalizando contração da atividade econômica.
O índice de confiança do consumidor da zona do euro, medido pela Comissão Europeia, subiu para -19 pontos em maio, de -20,6 em abril, segundo a leitura preliminar divulgada nesta quinta-feira. Esse resultado ficou acima da estimativa média dos analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de -20,3 pontos.
“A fraqueza na confiança do consumidor desde o início da guerra com o Irã, somada à fraqueza observada nas pesquisas empresariais, sugere que a economia da zona do euro pode contrair no segundo trimestre”, observa Jack Allen-Reynolds, economista-chefe adjunto para a zona do euro da Capital Economics.