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segunda-feira, maio 4, 2026

Bolsas de NY caem e petróleo dispara com aumento de tensões no Oriente Médio

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As bolsas de Nova York passaram a registrar queda firme, após uma abertura sem direção comum, e o petróleo acelerou os ganhos, após relatos de que que os Emirados Árabes Unidos teriam interceptado três mísseis do Irã, aumentando as tensões no Oriente Médio e mantendo riscos inflacionários elevados. As taxas de Treasuries dispararam, com a taxa do T-bond de 30 anos superando os 5%.

Por volta das 13h30, o índice Dow Jones caía 0,91%, aos 49.046,66 pontos; o S&P 500 recuava 0,45%, aos 7.197,81 pontos; e o Nasdaq Composto tinha queda de 0,40%, aos 25.012,803 pontos. O índice DXY – que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos – avançava 0,37% a 98,52 pontos. O rendimento da T-note de 10 anos subia de 4,379% do ajuste anterior a 4,454%, e a taxa do T-bond de 30 anos subia de 4,964% para 5,025%.

Nos mercados de commodities, o petróleo Brent para entrega em julho subia 5,94% a US$ 114,59 por barril, e o WTI para junho ganhava 3,35% a US$ 105,35. O Brent com entrega para dezembro avançava 4,38%, para US$ 91,23, indicando que o mercado está colocando no preço a chance do conflito se estender ainda mais.

O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou ter interceptado três mísseis lançados pelo Irã. Autoridades locais informaram também que um incêndio atingiu uma instalação petrolífera após um ataque de drone vindo do Irã. As notícias vieram após relatos de que uma embarcação de patrulha americana foi atingida no Golfo de Omã, o que foi negado por autoridades dos Estados Unidos.

A TV estatal do Irã informou que a Marinha do país impediu a entrada de navios de guerra “americano-sionistas” no Estreito de Ormuz. O exército iraniano havia alertado forças americanas a não entrarem na hidrovia, após Donald Trump afirmar que os Estados Unidos ajudariam a liberar navios retidos no Golfo Pérsico. As preocupações com interrupções prolongadas nos fluxos permanecem, mantendo elevados os riscos inflacionários.

O Barclays vê o petróleo Brent atingindo um pico de US$ 115 por barril no trimestre atual, recuando apenas gradualmente para US$ 100 no quarto trimestre de 2026, com média de US$ 100 no ano. Já o WTI deve alcançar o pico de US$ 105 por barril no segundo trimestre e média de US$ 93 no ano, e a persistência do choque é maior no cenário atual em relação à projeção anterior. “Os riscos estão inclinados para preços mais altos se a situação no Estreito de Ormuz não melhorar nas próximas semanas”, diz o banco britânico, em nota.

Na segunda-feira, o Barclays juntou-se a outros grandes bancos que apostam que o Federal reserve (Fed) não irá reduzir as taxas de juro este ano, ante projeção anterior de um corte de 0,25 ponto percentual em setembro, e manteve sua projeção de uma redução em março de 2027. Investidores aguardam ao longo da semana discursos de autoridades do Fed em busca de pistas sobre os próximos passos de política monetária.

Na frente de dados, o destaque é o relatório de emprego de abril dos EUA, conhecido como “payroll”, na sexta-feira, além do conjunto usual de atualizações do mercado de trabalho. “Trabalhamos com a hipótese de que o mercado de trabalho permaneceu firme no mês passado, e que o peso da incerteza geopolítica não foi suficiente para comprometer o crescimento do emprego”, diz o BMO Capital Markets, em nota. “Desde o início da guerra no Irã, a economia e o mercado de trabalho têm se mostrado notavelmente resilientes.”

[Fonte Original]

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