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terça-feira, maio 12, 2026

Brasil ‘segue brilhando’ aos olhos do estrangeiro, aponta BofA

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Em novo documento intitulado “Brasil: o ‘novo ouro’ segue brilhando”, o chefe de economia para Brasil e de estratégia para América Latina do BofA, David Beker, nota que, após um “roadshow” com clientes em Nova York, Boston e Los Angeles, o sentimento relacionado ao Brasil permanece bastante positivo e que os estrangeiros não parecem preocupados com o recente desempenho relativo ruim dos ativos brasileiros.

O BofA indica que a preferência dos investidores parece se concentrar no miolo da curva de juros, ao passo que há um interesse crescente em títulos atrelados à inflação, “já que os juros reais estão atrativos e o carrego de curto prazo melhorou com a alta da inflação corrente”, afirma Beker.

De acordo com o executivo, os investidores com quem a sua equipe se reuniu não demonstraram preocupação com o desempenho recente mais fraco dos ativos brasileiros, e alguns mencionaram que têm espaço para aumentar o risco dependendo da evolução do cenário externo.

Segundo ele, o noticiário carregado relacionado à guerra gera alguma dificuldade para o aumento da exposição dos investidores no Brasil. “Alguns mencionaram que o mercado parece disposto a ignorar parte dessas manchetes, mas que aguardam mais clareza sobre o conflito antes de aumentar posições direcionais”, aponta.

Para sustentar a visão otimista no Brasil, Beker observa que os clientes mencionam o fato de o país ser um grande fornecedor de commodities, estar geograficamente distante do conflito, ter grandes reservas de terras raras e contar com uma matriz elétrica limpa, o que favorece potenciais investimentos em data centers.

O estrategista também revela que investidores têm dúvidas relacionadas ao processo eleitoral, mas que há uma assimetria positiva para os preços. “Recebemos várias perguntas sobre medidas em discussão pelo governo que poderiam ser implementadas antes das eleições e impactar as intenções de voto. Ainda assim, após as recentes derrotas do governo no Congresso, os investidores acreditam que o espaço para grandes gastos fiscais está agora mais limitado. Além disso, investidores estrangeiros continuam tratando as eleições de outubro como um risco assimétrico com potencial positivo para os preços dos ativos brasileiros”, conclui.

[Fonte Original]

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