As duas pizzas mais famosas do mercado cripto custaram 10.000 Bitcoins em 2010. Na época, o valor era de aproximadamente US$ 41. Hoje, essa mesma quantidade de BTC valeria cerca de US$ 773 milhões, ou algo próximo de R$ 4 bilhões, considerando o Bitcoin na casa de US$ 77,2 mil.
A cifra ajuda a explicar por que o Bitcoin Pizza Day, celebrado em 22 de maio, se tornou uma das datas mais conhecidas do setor. O episódio relembra a compra feita por Laszlo Hanyecz, programador que ofereceu 10.000 BTC a quem comprasse e entregasse duas pizzas em sua casa, em uma das primeiras transações conhecidas envolvendo Bitcoin e um bem físico.
A conta é simples: 10.000 BTC multiplicados por cerca de US$ 77.266 resultam em aproximadamente US$ 772,6 milhões. Em reais, com o Bitcoin valendo em torno de R$ 387 mil, o valor chegaria a R$ 3,87 bilhões.
Isso significa que cada uma das duas pizzas teria custado, em valores atuais, cerca de US$ 386 milhões, ou quase R$ 2 bilhões.
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A valorização também impressiona em termos percentuais. Considerando que os 10.000 BTC equivaliam a cerca de US$ 41 em 2010 (cerca de R$ 70 na cotação da época), o valor usado para pagar as pizzas se multiplicou por aproximadamente 18,8 milhões de vezes. Em termos percentuais, a alta acumulada supera 1,8 bilhão por cento.
As pizzas comprariam quase três quartos da Papa John’s
Uma das comparações mais curiosas envolve a própria rede de pizzarias associada à história. As pizzas foram compradas de uma unidade da Papa John’s, empresa que hoje tem valor de mercado de cerca de US$ 1,08 bilhão.
Na prática, os 10.000 BTC usados naquela compra valeriam hoje o equivalente a cerca de 71% do valor de mercado da Papa John’s. Ou seja, o dinheiro das duas pizzas não compraria apenas milhares de lojas ou milhões de pedidos: em tese, seria suficiente para adquirir uma fatia majoritária de uma companhia global de pizzas.
Valor compraria várias empresas da Bolsa brasileira
Em reais, os R$ 4 bilhões das pizzas também permitem uma comparação curiosa com empresas negociadas na B3. Segundo dados disponíveis na própria Bolsa de Valores, com dados de 22, esse valor seria suficiente, em tese, para comprar companhias inteiras bastante conhecidas do público brasileiro.
A lista inclui nomes como Dasa, avaliada em cerca de R$ 3,93 bilhões; Movida, com valor de mercado de aproximadamente R$ 3,85 bilhões; Grendene, dona de marcas como Melissa e Ipanema, avaliada em R$ 3,68 bilhões; MRV, uma das maiores construtoras do país, com R$ 3,51 bilhões; e C&A, com cerca de R$ 3,44 bilhões.
São dezenas de empresas que valem menos do que esses 10.000 Bitcoins: Petz/Cobasi (R$ 2,85 bilhões), Grupo SBF, dono da Centauro (R$ 2,49 bilhões), Casas Bahia (R$ 1,42 bilhão), Pão de Açúcar (R$ 1,04 bilhão), CVC Brasil (R$ 937 milhões), entre outras.
De jantar barato a símbolo bilionário
Apesar dos números impressionantes, o Bitcoin Pizza Day não é lembrado apenas porque os 10.000 BTC viraram uma fortuna. A transação ficou famosa porque ajudou a provar que o Bitcoin podia ser usado em uma troca econômica real.
Em 2010, o BTC ainda era um experimento restrito a fóruns de tecnologia, com baixa liquidez e valor incerto. Hanyecz não estava gastando um ativo que todo mundo sabia que ficaria bilionário. Ele estava testando, na prática, se alguém aceitaria aquele dinheiro digital em troca de algo concreto.
Por isso, a história das pizzas não é apenas uma anedota sobre arrependimento financeiro. Ela também marca um momento em que o Bitcoin começou a sair do campo da teoria e passou a funcionar como dinheiro — antes de se tornar um ativo global acompanhado por investidores, empresas e governos.
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