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sexta-feira, maio 22, 2026

Fed mais restritivo e petróleo impulsionam alta dos juros futuros

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Os juros futuros voltaram a subir no pregão desta sexta-feira (22), na esteira da persistência das incertezas geopolíticas e das sinalizações mais conservadoras emitidas pelo membro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) Christopher Waller, do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que ampliaram as apostas dos agentes em uma alta nos juros americanos ainda neste ano.

Assim, os rendimentos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) de curto prazo avançaram e exerceram pressão na parcela mais curta da curva brasileira.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 subiu de 14,045%, do ajuste anterior, para 14,115%, enquanto a taxa DI para janeiro de 2028 avançou de 13,80% para 13,885%; a do DI para janeiro de 2029 passou de 13,845% para 13,895%, enquanto a taxa DI para janeiro de 2031 oscilou de 14,01% para 14,00%.

Os juros globais e domésticos têm operado ao sabor do noticiário relacionado à guerra do Irã. Ontem, informações divergentes sobre um acordo entre os países ganharam as manchetes ao longo de todo o dia, provocando volatilidade nas taxas domésticas. Hoje, sem uma resolução aparente para o conflito, os preços do petróleo exibiram leve alta e não abriram espaço para apostas na queda das taxas de curto prazo.

O preço do petróleo Brent para entrega em julho avançou 0,93%, negociado a US$ 103,54 o barril, na ICE, em Londres.

“As oscilações dos preços do petróleo, impulsionadas pelos desdobramentos no Oriente Médio, continuam ditando o sentimento geral de risco, afetando o câmbio e os juros dos mercados emergentes. No entanto, desde o início de maio, a abertura das taxas longas nos mercados centrais, refletindo o aumento do ‘term premium’ nos EUA, adicionou pressão sobre a duration dos emergentes para além da venda provocada pelo realinhamento das políticas monetárias locais a preços mais altos do petróleo”, afirma a equipe de renda fixa, câmbio e commodities do Barclays.

“Olhando adiante, com os preços do petróleo se estabilizando em níveis mais elevados, a maior parte da pressão sobre a duration dos emergentes pode vir dos mercados centrais ou de uma reavaliação das políticas fiscais locais”, notam.

A curva local também acabou afetada pelo discurso do membro do conselho de governadores do Federal Reserve Christopher Waller. Ele defendeu que a autoridade monetária se afaste do “viés de afrouxamento” ainda existente em sua comunicação oficial e que a probabilidade de um corte de juros, atualmente, não é maior do que uma alta nas taxas.

O discurso de Waller ocorreu praticamente no mesmo momento em que o novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, foi empossado em cerimônia na Casa Branca.

A leitura majoritária dos mercados é a de que o novo chair do Fed deve buscar uma política monetária mais frouxa adiante, com uma mistura de juros menores e um balanço de ativos mais enxuto. Os sinais de que suas intenções podem ser desafiadas por um comitê que se mostra cada vez mais cauteloso acabaram refletidos nos preços nesta sexta-feira.

Segundo o CME, já há uma probabilidade majoritária de que o Fed suba os juros na reunião de outubro do Fomc. Para o fim do ano, a chance gira em torno dos 63%. O rendimento da T-note de 2 anos subiu de 4,092% para 4,132%.

— Foto: Gerd Altmann/Pixabay

[Fonte Original]

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