A plataforma de mercados preditivos Polymarket iniciou uma investigação interna após identificar movimentações suspeitas envolvendo sua infraestrutura na blockchain Polygon. O alerta foi divulgado pelo investigador on-chain ZachXBT, que apontou em seu canal no Telegram que ocorreu uma drenagem de fundos ligados ao sistema UMA CTF Adapter, utilizado pela plataforma para integração entre o protocolo UMA e o framework Gnosis Conditional Tokens, responsável pela resolução de mercados.
Segundo análises iniciais, cerca de US$ 700 mil (R$ 3,5 milhões) teriam sido retirados de duas carteiras relacionadas ao sistema. Os valores foram enviados para endereços associados ao suposto invasor, levantando suspeitas de comprometimento de uma chave privada usada em operações internas da empresa.
A própria Polymarket confirmou o incidente em mensagens publicadas no Discord e em postagens de integrantes da equipe no X, destacando que não houve falha nos contratos inteligentes nem comprometimento da infraestrutura principal da plataforma.
De acordo com os desenvolvedores, o problema teria atingido especificamente uma carteira operacional utilizada para pagamentos e abastecimento interno de recompensas. A empresa reforçou que os fundos dos usuários permanecem seguros e que o funcionamento dos mercados não foi afetado.
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O CTO da Polygon Labs, Mudit Gupta, também comentou o caso afirmando que os contratos da Polymarket continuam seguros e que o incidente parece estar restrito ao comprometimento de um inicializador de mercado.
Empresas de análise blockchain como Lookonchain e PeckShield acompanharam a movimentação dos ativos. Parte dos fundos desviados teria sido enviada para a plataforma ChangeNOW, serviço de exchange não custodial frequentemente utilizado para movimentação rápida de criptoativos.
O episódio acontece em um momento de forte crescimento da Polymarket, que recentemente esteve em negociações para levantar cerca de US$ 400 milhões em uma rodada de investimentos que avaliaria a empresa em aproximadamente US$ 15 bilhões. A plataforma também havia recebido anteriormente um aporte estratégico da Intercontinental Exchange, controladora da Bolsa de Nova York.
Além disso, esta não é a primeira vez que a infraestrutura subjacente da Polymarket é alvo de ataques.
Em março de 2025, um único agente, controlando cerca de 25% do poder de voto da UMA, supostamente forçou a resolução de um mercado de previsão de US$ 7 milhões para “Sim”, apesar do evento não ter ocorrido, o que a Polymarket classificou como um ataque de governança “sem precedentes” ao protocolo. Em dezembro de 2025, a Polymarket confirmou que vários usuários perderam fundos após a descoberta de uma vulnerabilidade em um provedor de autenticação terceirizado.
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