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segunda-feira, junho 29, 2026

Onda de calor atinge o sudeste da Europa e aumenta temor de incêndios florestais

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Os Bálcãs sentiram nesta segunda-feira os efeitos da onda de calor recorde que provocou centenas de mortes em excesso e interrompeu a rotina em todo o continente por mais de uma semana, ao mesmo tempo em que aumentam as preocupações com a propagação de incêndios florestais.

Também houve um alerta de que o calor deve voltar a se intensificar a partir do início da próxima semana em países como França e Alemanha, que enfrentaram as temperaturas mais extremas nos últimos dias.

Na Croácia, o serviço meteorológico emitiu alerta vermelho nesta segunda-feira para regiões que incluem a capital, Zagreb, e os destinos turísticos de Split e Dubrovnik.

Dezenas de bombeiros, com apoio de quatro aeronaves, combatiam um incêndio florestal que atingia áreas de pinheiros na ilha turística de Vis, no mar Adriático, cerca de 55 quilômetros a sudoeste de Split.

Já na vizinha Sérvia, o Serviço Hidrometeorológico Estatal (RHMZ) alertou que as temperaturas devem alcançar 39°C nesta segunda-feira.

Mais ao sul, a Albânia conseguiu controlar um incêndio florestal que consumiu dezenas de hectares de arbustos e oliveiras nas proximidades da vila de Klos, no sul do país, durante o fim de semana.

De acordo com cientistas, a onda de calor iniciada em 20 de junho é a pior já registrada na Europa. As temperaturas extremas interromperam a geração de energia, danificaram a infraestrutura e sobrecarregaram os sistemas de saúde.

A França registrou 1.000 mortes em excesso durante a onda de calor. A agência francesa de saúde pública informou que a maioria das mortes relacionadas às altas temperaturas ocorreu entre idosos e alertou que esse número deve aumentar.

Segundo cientistas, a onda de calor teria sido “virtualmente impossível” sem as mudanças climáticas causadas pela atividade humana, que tornaram as temperaturas excepcionalmente elevadas durante a noite nesta semana 100 vezes mais prováveis do que eram há apenas duas décadas.

Um homem tenta se refrescar em uma fonte durante uma onda de calor em Belgrado, Sérvia, em 29 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Djordje Kojadinovic

Calor deve voltar a se intensificar no oeste europeu

Luca Mercalli, presidente da Sociedade Meteorológica Italiana, disse que as temperaturas devem disparar novamente entre os dias 5 e 6 de julho.

“As áreas afetadas parecem ser, em linhas gerais, as mesmas da primeira onda, incluindo França, Espanha, Alemanha, Itália, Suíça e, em certa medida, o Reino Unido”, disse ele à Reuters.

“Com o calor extremo, o risco de incêndios florestais aumenta, mas também estamos observando muitas tempestades, o que obviamente reduz esse risco”, acrescentou, observando que as tempestades são muito localizadas e, por isso, o volume de chuva pode variar bastante de uma região para outra.

Outras tragédias relacionadas ao calor foram registradas durante o fim de semana.

Dois meninos búlgaros, de 8 e 10 anos, foram encontrados mortos dentro de um carro superaquecido no Chipre na tarde de domingo, informou a polícia. O país registra atualmente temperaturas em torno de 38°C, o que não é considerado uma onda de calor para esta época do ano na ilha do Mediterrâneo Oriental.

Dois ciclistas, de 30 e 71 anos, morreram enquanto participavam de uma prova da série Poland Bike Marathon em Marki, perto de Varsóvia, no domingo.

A Polônia registrou no domingo um novo recorde de temperatura, com 40,5°C.

[Fonte Original]

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