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sábado, junho 20, 2026

Dólar à vista recua com ajuste de risco, mas avança 2% na semana

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O dólar à vista registrou leve desvalorização frente ao real, devolvendo pequena parte da dinâmica de apreciação de ontem. O movimento foi observado também em mercados pares, em dia de feriado nos Estados Unidos. Apesar de a moeda americana ter chegado a cair bem frente ao real mais cedo, ao longo do dia a dinâmica foi perdendo força, com a divisa terminando o dia em queda contida. Assim, no acumulado da semana, o dólar ainda se manteve em forte alta, de 2,04%.

Encerradas as negociações de hoje, o dólar à vista fechou negociado em queda de 0,17%, cotado a R$ 5,1652, depois de ter batido na mínima de R$ 5,1327 e ter encostado na máxima de R$ 5,1686. Já o euro comercial apreciou 0,02%, a R$ 5,9281, tendo alta de 1,22% na semana. Perto das 17h10, no exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava 0,11%, aos 100,734 pontos.

Desde o começo da sessão, o dólar à vista depreciou frente ao real, em movimento de ajuste, após a forte valorização da moeda americana na sessão de ontem. O tom conservador do Federal Reserve (Fed) na quarta-feira pesou para os mercados emergentes, e mais fortemente para o real por conta também dos ruídos na comunicação do Banco Central aqui.

Estrategistas do banco BBVA afirmam, em nota, que o cenário segue desafiador para o real por conta do fortalecimento do dólar, pela queda dos preços das commodities e pela persistente incerteza decorrente da orientação futura limitada fornecida na comunicação mais recente do Banco Central. “O movimento cambial parece um tanto exagerado em relação aos fundamentos, uma vez que o Brasil continua oferecendo juros reais atrativos e um perfil favorável de carry. No entanto, a maior volatilidade no mercado de câmbio e os sinais relativamente mistos emitidos pelo Banco Central reduziram a convicção na posição comprada em real, que teve forte desempenho no início deste ano.”

Os estrategistas afirmam que, embora o mercado ainda não tenha abandonado completamente uma visão construtiva para o real, a recente recuperação do dólar está criando um ambiente mais desafiador para a moeda brasileira. “Além disso, às vésperas das eleições de outubro, ganha força o impulso em favor de partidos com políticas econômicas menos ortodoxas, o que tem prejudicado o sentimento em relação ao real.”

Para os profissionais, uma moderação da volatilidade, a estabilização dos preços das commodities e uma mudança no ímpeto pré-eleitoral em direção a partidos com plataformas econômicas mais ortodoxas provavelmente serão necessárias para reanimar a demanda por estratégias de carry envolvendo o real.

[Fonte Original]

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